COI promete rever política de ingressos para Rio-2016

'Definitivamente vamos rever a política de ingressos dos Jogos', declarou Jacques Rogge

AVRIL ORMSBY, Reuters

12 de agosto de 2012 | 17h09

As autoridades olímpicas vão rever o processo de venda de ingressos para os Jogos do Rio de Janeiro em 2016, depois de ser alvo de críticas, porque vários eventos ficaram com cadeiras vazias em Londres e por acusações de vendas não autorizadas.

Os ingressos foram desde o início uma nuvem negra sobre os Jogos de Londres, que no geral foram classificados como bem-sucedidos.

"Definitivamente vamos rever a política de ingressos dos Jogos", afirmou a repórteres, neste domingo, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge. "É um dos assuntos que vamos rever para o Rio."

O Comitê Organizador de Londres trabalhará ao lado do COI e do comitê do Rio no assunto, segundo Rogge. Atualmente, os ingressos são vendidos por meio dos comitês olímpicos nacionais e revendedores autorizados.

Uma reportagem no jornal britânico Sunday Times, em junho, afirmou que vários comitês olímpicos nacionais e revendedores estavam oferecendo a compra e venda de ingressos fora de seus territórios, para negociar as entradas a preços inflacionados ou a revendedores não autorizados.

O COI lançou uma investigação sobre o caso.

Rogge afirmou que a venda de bilhetes foi um "assunto muito complicado, porque você precisa de um bom equilíbrio" entre os torcedores nacionais e internacionais.

"Mas também há, eu diria, o fato de que a distribuição dos ingressos é feita pelos comitês olímpicos nacionais e revendedores autorizados, e veremos se esse sistema continuará funcionando e se podemos melhorá-lo."

O processo de compra frustrou muitos torcedores, que reclamaram passar horas online tentando obter entradas e receberem a informação de que os ingressos estavam esgotados.

A fúria só cresceu quando, nos primeiros dias dos Jogos, imagens televisivas mostraram diversas competições com espaços vazios nas arquibancadas, incluindo esportes do primeiro escalão e algumas finais.

As federações internacionais de cada modalidade e membros dos comitês olímpicos nacionais, além da imprensa e atletas, ganharam a culpa pelos assentos vazios.

Após críticas da imprensa local e da Associação Olímpica Britânica, os organizadores dos Jogos escalaram soldados e voluntários de folga para ocupar os assentos vazios. Eles também retiveram alguns assentos credenciados e colocaram à venda para o público.

(Reportagem de Avril Ormsby)

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