COI quer novos centros para provar gênero de atletas

O Comitê Olímpico Internacional (COI) recomendou a criação de centros médicos especializados em atender casos de atletas com características sexuais ambíguas. A entidade também anunciou que há a necessidade da existência de regras para decidir "caso por caso" a legitimidade dos esportistas quando houver o apontamento de dúvidas sobre o gênero dos mesmos.

AE-AP, Agencia Estado

20 de janeiro de 2010 | 15h54

O COI organizou uma reunião de dois dias com especialistas, em Miami, nos Estados Unidos, para analisar as regras para os casos de verificação de gênero. O tema ganhou grande atenção da mídia e do público no ano passado, quando a corredora sul-africana Caster Semenya foi submetida a testes para confirmar o seu gênero.

Horas antes da final dos 800 metros no Mundial de Berlim, na qual ela se sagrou campeã com a medalha de ouro em agosto de 2009, a Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) ordenou a realização de exames por Semenya, diante das suspeitas surgidas por conta do seu corpo musculoso e da rápida evolução de seus tempos.

Semenya também realizou testes na África do Sul antes do Mundial de Atletismo. Em setembro de 2009, um jornal australiano afirmou que a sul-africana teria órgãos sexuais masculinos e femininos, mas a Iaaf se recusou a confirmar as acusações.

O diretor do comitê médico do COI, Arne Ljungqvist, afirmou que os especialistas procurados pela entidade estiveram de acordo com vários temas científicos para atender novos casos deste tipo no futuro.

Tudo o que sabemos sobre:
COIatletasgêneroCaster Semenya

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.