COI questiona demora de obras em Deodoro para Jogos

Na primeira reunião no Rio após o fim dos Jogos Olímpicos de Londres, o Comitê Olímpico Internacional (COI) voltou a mostrar preocupação quanto a uma das principais obras para 2016. O complexo esportivo de Deodoro, na zona oeste da cidade, vai receber a disputa de sete modalidades, sequer ainda saiu do papel - e tampouco há previsão para isso. O próprio COI se mostrou confuso quanto às datas para o início da construção.

TIAGO ROGERO, Agência Estado

21 de novembro de 2012 | 18h13

"Sobre Deodoro, ainda estamos tentando entender os prazos limite", disse nesta quarta-feira o diretor de Jogos Olímpicos do COI, Gilbert Felli, no encerramento da troca de experiências entre o comitê organizador Londres 2012 e o Rio 2016, o chamado debriefing, que durou cinco dias. "Esperamos que a licitação saia nos próximos dias. Gostaríamos de já ter uma resposta".

No entanto, segundo a secretaria estadual da Casa Civil, responsável pela construção, "ainda não há prazo para o edital de licitação para projetos e obras do complexo esportivo de Deodoro".

Em junho, em reunião da Comissão de Coordenação para os Jogos de 2016, no Rio, o COI subiu o tom e se mostrou preocupado com o atraso de duas das principais obras: o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e o complexo de Deodoro. O Parque, com a construção já iniciada, deixou de ser uma preocupação tão grande.

Nesta quarta, o diretor executivo do Rio 2016, Leonardo Gryner, reconheceu que os prazos para Deodoro estão cada vez mais curtos. "Está na hora de lançar, estamos exatamente no momento de lançar a licitação, mas ainda não é motivo de preocupação", afirmou.

A "novela" envolvendo Deodoro começou porque o governo federal era quem deveria custear e executar a construção. Mas, em fevereiro, a União passou a responsabilidade de execução para o governo do Rio. A conta, no entanto, ainda será paga pelo governo federal.

IMPASSE - Durante o debriefing, o Rio 2016 voltou a mostrar que dificilmente voltará atrás na transferência do hóquei sobre grama para Deodoro. A mudança revoltou a Federação Internacional de Hóquei (FIH), que queria o esporte no Parque Olímpico, que vai concentrar o maior número de modalidades e também os centros de mídia e de transmissões. Agora, a entidade anseia, pelo menos, a volta para a Barra da Tijuca, ainda que não seja no Parque.

"Eles (FIH) pediram para fazermos um estudo sobre alternativas na Barra, porque eles preferiam ficar lá. Estamos concluindo esses estudos, compartilhando com a federação e vamos tomar essa decisão em conjunto com eles. No Parque Olímpico não dá, não tem espaço e já explicamos isso a eles", disse Gryner. Mas um empecilho deve ser o valor dos imóveis na Barra, agora ainda mais valorizados.

Outro esporte ainda sem definição é o rúgbi, que inicialmente seria disputado em São Januário, mas o Vasco não apresentou a tempo sua proposta. O diretor de Jogos Olímpicos do COI se mostrou compreensivo: "É um esporte novo na Olimpíada, cuja instalação não estava prevista na candidatura do Rio. Então, temos de ter paciência e procurar uma definição com calma". O novo local pode ser o Engenhão, que já vai receber as provas de atletismo em 2016.

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