COI reexaminará amostras dos Jogos de Inverno de 2006

Com o prazo de oito anos se aproximando, o Comitê Olímpico Internacional (COI) vai testar novamente as amostras antidoping realizados durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2006, em Turim, em uma tentativa de descobrir o uso de substâncias proibidas que não foram flagrados em um primeiro momento.

AE-AP, Agência Estado

20 de março de 2013 | 11h42

A presidente da Comissão Médica do COI, Arne Ljungqvist, disse nesta quarta-feira que as amostras serão testadas novamente com técnicas mais avançadas para procurar substâncias proibidas que não puderam ser encontrados em 2006. Qualquer resultado positivo levará retroativamente o atleta a ser desclassificado e perder sua medalha. "A ciência evolui continuamente", disse Ljungqvist. "Quanto mais esperarmos, em melhor posição estaremos para aplicar a tecnologia moderna".

O COI vai consultar a Agência Mundial Antidoping sobre quantas e quais amostrar vai testar novamente. Eventos de resistência, como esqui cross-country, são considerados os mais propensos a ter casos de doping.

No ano passado, o COI fez novas análises em amostras da Olimpíada de 2004, em Atenas, e descobriu cinco medalhistas que tinham usado esteroides, incluindo o ucraniano Yuriy Bilonog, ouro no tiro. "Podemos ver pelos novos testes dos Jogos de Atenas que há boas razões para voltar a Turim com métodos que não estavam disponíveis então", disse Ljungqvist.

Em 2010, o COI voltou a analisar algumas amostras de Turim para insulina e Cera, mas todos os testes deram negativo. Ljungqvist disse que os novos testes vão buscar outras substâncias.

Durante a competição na Itália, houve apenas um caso de doping, da biatleta russa Olga Pyleva, que perdeu a sua medalha de prata após dar positivo para um estimulante.

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