Felipe Dana
Felipe Dana

COI sabatina Rio-2016 e mostra preocupação com Jogos

Em série de perguntas, Nuzman afirma que protestos devem seguir até o início dos jogos

AE-AP, Agência Estado

08 de setembro de 2013 | 20h13

BUENOS AIRES - Os organizadores dos Jogos Olímpicos do Rio/2016 admitiram neste domingo que acreditam que os protestos que se multiplicaram pelo País nos últimos meses continuarão acontecendo até o início da Olimpíada. Neste domingo, o Comitê Organizador dos Jogos foi sabatinado em Buenos Aires, como parte da assembleia do COI (Comitê Olímpico Internacional).

"Os protestos vão seguir acontecendo até o começo dos Jogos", afirmou o Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e também do comitê organizador, que foi duramente questionado pelos membros do COI sobre temas sensíveis como infraestrutura e transporte.

Numa das perguntas, Nuzman foi perguntado sobre as razões dos protestos e se afetarão a Olimpíada. Ele apenas respondeu que o Brasil "é um país livre, uma democracia, e todos podem expressar sua opinião", sem se aprofundar no tema, que claramente preocupa a comunidade internacional. Ele, porém, se preocupou em assegurar que a Olimpíada no Rio tem apoio da população. Segundo Nuzman, 72% dos brasileiros querem os Jogos no País.

A campeã olímpica dos 110m com obstáculos e hoje presidente da comissão de coordenação do COI, a marroquina Nawal El Moutawakel abriu a sabatina advertindo que o ambiente social e político do Brasil mudou significativamente e que por isso é necessário que todos os setores afetados pela organização dos Jogos mostrem "total transparência". Ela também reclamou que as três esferas de governo trabalhem mais coordenados.

Quando começaram as perguntas ao comitê organizados, os membros do COI deixaram a diplomacia de lado e muitas vezes foram até mesmo irônicos. Um delegado questionou a qualidade do transporte público brasileiro e disse que nos Jogos Pan-Americanos de 2007, como os taxistas não falavam inglês, algumas corridas terminaram em Buenos Aires. Nuzman reconheceu a deficiência e disse que hoje "quase todos" os motoristas de taxi do Rio falam inglês.

O Rio não ofereceu garantias sobre quartos de hotel e condições de trabalho para os esperados 25 mil jornalistas que cobrirão o evento. O responsável pela área de comunicação do comitê foi mudado e por isso Nuzman prometeu respostas em outubro à imprensa.

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