COI vai ver de perto obras em Atenas

?Não é tarefa fácil organizar uma Olimpíada?, reconheceu o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, nesta quinta-feira, na abertura da reunião da Associação de Comitês Olímpicos Nacionais, em Atenas, um dia antes de a Comissão Executiva do COI iniciar a inspeção do andamento das obras para a disputa dos Jogos, de 13 a 29 de agosto. ?Continuo confiante de que os gregos terminarão tudo a tempo. Terão de trabalhar duro, mas se mantiverem o ritmo, os Jogos serão um sucesso.? Há cerca de dez dias, o Ministério de Obras Públicas divulgou um novo cronograma para a entrega do Complexo de Hellinikon, local das competições de basquete, handebol, esgrima, canoa e caiaque, jogando o término das obras para o fim de maio, três meses depois do previsto. O problema da conclusão da cobertura do Estádio Olímpico continua sem solução e o presidente da Comissão de Coordenação do COI para os Jogos de Atenas, Denis Oswald, fala em fazer os Jogos sem o teto. No complexo aquático, porém, a Federação Internacional de Natação (Fina) não quer nem ouvir falar em piscina olímpica ao ar livre. O presidente da Fina, Mustapha Larfaoui, já declarou que o teto é ?indispensável?. O diretor-executivo Cornel Marculescu foi além. ?A cobertura é imperativa, não apenas para atender às necessidades da TV, mas para proteger do sol atletas e espectadores. O assunto vem sendo discutido há três anos.? Mas quando o tema é segurança, sobram elogios. ?O sistema que será montado em Atenas não tem precedentes na história das Olimpíadas?, afirmou Rogge. A Grécia destinou à segurança US$ 825 milhões, o triplo do que foi gasto em Sydney, em 2000. Especialistas de vários países, como Inglaterra, Estados Unidos e Israel, ajudaram a planejar o sistema, que passará por 20 dias de testes em março. As rígidas medidas de segurança, que incluem centenas de câmeras de vigilância, causaram mais um protesto nesta quinta-feira, no centro de Atenas, contra o ?Estado policial?. Os manifestantes também reclamaram das condições de trabalho na Vila Olímpica, que já teriam causado cinco mortes.

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