Coincidências unem seleção de 2012 à que fracassou em 2000

Nos Jogos de Sydney, time entrou na competição em condições muito parecidas e participação foi um desastre

CARDIFF / PAÍS DE GALES, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h04

O Brasil é o principal favorito para conquistar a medalha de ouro nos Jogos de Londres e conta com o jogador mais badalado do torneio, mas nem por isso os torcedores da seleção já podem preparar a festa pela conquista inédita. Houve uma edição da Olimpíada em que o time brasileiro se apresentou para a competição em condições muito parecidas e viu sua participação terminar em desastre. Foi nos Jogos de Sydney, em 2000.

Naquela ocasião, a seleção tinha Ronaldinho Gaúcho, que aos 20 anos dava claros sinais de que logo se tornaria uma estrela mundial. Por coincidência, 20 anos é a idade de Neymar, o Ronaldinho dos dias de hoje.

Assim como agora, há 12 anos os brasileiros acreditavam que o caminho para o ouro seria facilitado pelo fato de a Argentina não ter conseguido se classificar para os Jogos e a Espanha parecia ser o adversário europeu mais forte, o time a ser batido - os espanhóis ficaram com a prata.

A estreia do Brasil em Sydney foi animadora, uma vitória por 3 a 1 sobre a Eslováquia. Logo depois, no entanto, os problemas começaram a aparecer.

Uma inesperada derrota pelo mesmo placar para a fraca equipe da África do Sul obrigou a seleção a derrotar o Japão na rodada final para se classificar. A vitória aconteceu, mas foi sofrida: 1 a 0.

Depois, a tragédia. Nas quartas de final, Camarões teve dois jogadores expulsos e mesmo assim vencia o Brasil por 1 a 0 até os 49 minutos do segundo tempo, quando Ronaldinho empatou o jogo com uma cobrança de falta. Na prorrogação, quando tudo apontava para a vitória brasileira, um "gol de ouro" de Mbami acabou com o sonho do ouro, que ficou justamente com os camaroneses.

E uma outra coincidência une o Brasil de 2012 e o de 2000: a fragilidade do técnico da seleção. Há 12 anos, Vanderlei Luxemburgo, muito criticado, corria risco de cair em caso de fracasso. E acabou caindo mesmo. Agora é Mano Menezes quem está em situação semelhante, mas ele ao menos tem tempo para mudar o final dessa história. / M.S.A.

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