Coleman supera desconfiança para ser o mais rápido do mundo e quer ouro olímpico

Coleman supera desconfiança para ser o mais rápido do mundo e quer ouro olímpico

Quase suspenso por 12 meses pela Usada, norte-americano levou o ouro no Mundial de Doha neste sábado

Redação, Estadão Conteúdo

28 de setembro de 2019 | 19h56

Aos 23 anos, o norte-americano Christian Coleman se tornou neste sábado o homem mais rápido do mundo ao vencer a prova dos 100 metros, a mais nobre do atletismo, do Mundial de Doha, no Catar. Com 9s76, conseguiu a sexta melhor marca da história, faturou o ouro na primeira vez que a competição não teve a presença da lenda jamaicana Usain Bolt, e ficou na frente do compatriota Justin Gatlin, que o derrotou há dois anos em Londres.

Só que tudo isso quase não foi possível para Coleman. Há um mês foi revelado que o velocista havia tido três faltas a seus testes antidoping, o que levou a Agência Americana Antidoping (Usada, na sigla em inglês) a abrir uma investigação, com uma ameaça de suspensão por 12 meses que frustraria os seus sonhos mundiais e olímpicos. Mas um erro na data de registro da primeira ausência fez com que no final ele não fosse suspenso.

Agora Coleman, com duas faltas neste ano, não pode cometer outra antes do final de março de 2020, já que isso poderá deixá-lo sem disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, seu próximo grande objetivo. "Estou muito feliz, esse título era algo que eu estava buscando muito. Dedico essa medalha a todos os meus fãs e a todos os praticantes do nosso esporte. Agora é pensar em buscar isso na Olimpíada também", disse o norte-americano logo após a conquista em Doha.

"É muito perturbador saber que as pessoas dizem coisas e elas falam sem me conhecer pessoalmente. Mas neste momento já superei tudo isso", prosseguiu o norte-americano. "Não estou gastando muito tempo tentando explicar coisas para pessoas que não estão interessadas na verdade", completou.

Outra ameaça a Coleman, que no ano passado foi campeão mundial nos 60 metros em pista coberta em Birmingham, na Inglaterra, era o compatriota Noah Lyles, o segundo melhor do ano (9s86) nos 100 metros, prova na qual venceu a Diamond League em 2019, que preferiu não competir para centrar os seus esforços nos 200 metros. O agora mais rápido do mundo também estará nesta disputa.

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