Colete air bag revoluciona hipismo

Um colete inventado no Japão para a segurança de motociclistas chega ao hipismo e começa a fazer sucesso. Sem mangas, de tecido sintético, tem o mesmo conceito do air bag de um carro - infla, rapidamente, acionado por um cilindro (que fica no bolso), em caso de queda. "Um cordão, ligado ao cilindro é amarrado na sela do cavalo e acionado por qualquer peso acima de 30 quilos", comenta o cavaleiro Renato Junqueira que, nesta quinta-feira, foi piloto de testes do colete, na Sociedade Hípica Paulista, no intervalo das provas do Visa Indoor, concurso internacional de saltos, que segue até domingo. A prova é seletiva à Copa do Mundo de Leipzig, Alemanha, em 2002. Renato aprovou o colete que é importado e custa cerca de R$ 800,00. O cavaleiro acha que o colete é adequado para iniciantes, praticantes comuns do hipismo e também atletas de elite. "Além da história do super-homem (Christopher Reeve), que ficou tetraplégico por causa de uma queda do cavalo, tem também um cavaleiro alemão que teve o mesmo problema." Segundo o cirurgião especialista em traumas, Carlos Davi Nascimento, que quebrou a costela, machucou a bacia e a perna, há um ano, em uma queda do cavalo, o colete protege o atleta antes dele chegar no chão. "O hipismo não mata, mas é um esporte que pode machucar", observa, dizendo que há uma estatística mundial de que em 2% dos concursos há quedas e em 0,25% dos casos com traumas graves. O colete protege traumatismos do tórax, coluna, medula, pescoço e quadril.

Agencia Estado,

08 Novembro 2001 | 19h09

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