Daniele Bellini
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Com 2,9 milhões de visualizações, Paulista Feminino chega à final com aumento de 261% na audiência  

São Paulo e Corinthians abrem a decisão neste sábado, às 11h, no Morumbi   

Daniele Bellini, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2019 | 16h38

A final inédita do Campeonato Paulista Feminino entre São Paulo e Corinthians, neste sábado e no dia 16, vem acompanhada de uma grande novidade: transmissão ao vivo multiplataforma dos dois jogos que definem o campeão estadual. Pelos canais abertos as partidas serão exibidas pela TV Cultura e a Rede Vida, e, na TV por assinatura pelo canal SporTV. A Federação Paulista de Futebol exibirá os jogos nas plataformas digitais Facebook, YouTube, Twitter e Mycujoo.

De acordo com dados da federação, a edição de 2019 do Paulista Feminino apresentou crescimento de 261% no número de espectadores em comparação com 2018, com 2,9 milhões de visualizações na FPF TV.

Segundo a diretora de futebol feminino da FPF, Aline Pellegrino, a previsão é manter a transmissão streaming em 2020. "Queremos aumentar a entrega, e continuar contando com a mídia que está dando cobertura específica. Estamos negociando com os canais que estão nas finais para continuarem no próximo ano", disse.

Outra novidade é a decisão ocorrer nos estádios principais dos finalistas: Morumbi e Arena Corinthians. O São Paulo costuma mandar seus jogos no centro de treinamento de Cotia e no estádio do Pacaembu. Já o Corinthians, no Parque São Jorge.

A partida deste sábado, no Morumbi, começa às 11h. A acesso será exclusivo aos torcedores do São Paulo, conforme determinação do Ministério Público Estadual. Os ingressos foram distribuídos gratuitamente até esta sexta-feira. O jogo de volta, em 16 de novembro, na Arena Corinthians, também às 11h, será exclusivo aos torcedores corintianos.

"Ficará marcado para mim como a primeira vez que joguei lá (Morumbi)", diz a atacante do São Paulo, Cristiane. A jogadora lamenta a necessidade de serem realizadas partidas com torcida única no futebol feminino também. "Ainda existe jogo único pela falta de educação de muitas pessoas. Mas no futebol feminino perdemos muito com isso, porque as crianças gostam de ir ao estádio para acompanhar."

CAMPANHAS

O Corinthians venceu o São Paulo apenas uma vez em cinco jogos. Agora, chega como favorito para conquistar o título do Campeonato Paulista, em um ano de grande mudança de patamar do futebol feminino. "Já estou há um tempo jogando o campeonato Paulista. É o único título que eu não tenho. Serão duas grandes finais", a zagueira corintiana Pardal.

O Corinthians busca o título inédito da competição. Com uma campanha invicta no Estadual, o time ganhou os 18 jogos disputados. A equipe chegou a emplacar 34 vitórias consecutivas na temporada, recorde mundial que foi parar no Guinness Book. O time ainda conta com três atletas na lista da última convocação da seleção brasileira: a goleira Letícia, a zagueira Erika e a lateral-esquerda Tamires.

O São Paulo voltou a ter um time principal esse ano e vai disputar seu terceiro troféu do Paulista. O elenco são-paulino conta com a experiência e o sucesso da atacante Cristiane para resgatar o prestígio que teve na modalidade, principalmente no final dos anos 90, com uma equipe que contou com nomes como Sissi, Kátia Cilene e Formiga. Em 18 jogos, o São Paulo acumulou dez vitórias, sete empates e apenas uma derrota.

CALENDÁRIO

As finais do Paulista Feminino serão disputadas mais de um mês após as semifinais do torneio. O Corinthians teve um ritmo forte de jogos nesse intervalo, ao conquistar a Libertadores e ficar com o vice do Brasileirão. Já o São Paulo ficou um período maior sem jogos oficiais, com exceção da Copa Paulista, disputada nos dias 12, 19 e 26 de outubro.

Na avaliação dos técnicos Arthur Elias, do Corinthians, e Lucas Piccinato, do São Paulo, o calendário precisa ser revisto para que as datas dos três principais campeonatos da modalidade não coincidam de maneira tão drástica a ponto de partidas importantes terem de ser adiadas. "O calendário é uma das coisas que precisamos melhorar. Quando é algo que estamos fazendo pela primeira vez é compreensível que as entidades necessitem de um tempo para se adaptarem. Mas, quando temos os campeonatos há muito tempo, não entendo como não conseguimos resolver isso antes", afirmou Arthur.

"A questão do calendário não ajudou no planejamento de trabalho das equipes. Espero que tenhamos um calendário mais bem distribuído, para que os jogos também sejam bons. Isso não vai mudar nossa busca pelo título, mas atrasar um mês foi negativo para o São Paulo", comentou Lucas.

Aline Pellegrino disse que será necessário conversar com os clubes. "Temos um calendário com pelo menos três campeonatos importantes. Sabemos da força e da importância da federação em ajudar a desenvolver a modalidade, mas precisamos sentar com os clubes para ver as alternativas", disse a diretora da FPF.

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