Com 255 medalhas, COB aprova resultado em Santiago

Brasil, pela primeira vez na história, sagrou-se campeão dos Jogos Sul-Americanos fora do País

Nathalia Garcia, enviada especial, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2014 | 21h05

SANTIAGO - Na primeira competição poliesportiva do ciclo para a Olimpíada do Rio, em 2016, o Brasil obteve um resultado positivo e, pela primeira vez na história, sagrou-se campeão dos Jogos Sul-Americanos fora de seu território. A outra conquista foi em 2002, quando o torneio foi disputado em Belém, Curitiba, São Paulo e Rio.

Com 109 medalhas de ouro, 68 de prata e 78 de bronze, o País encerrou nesta terça-feira sua participação em Santiago e ficou com a liderança do quadro de medalhas, com um total de 255. A Colômbia terminou em segundo lugar e a Argentina em terceiro, com a Venezuela na sequência. Os anfitriões acabaram na quinta posição, enquanto apenas a Guiana não subiu ao pódio entre os 14 participantes.

Para o chefe da missão brasileira, Bernard Rajzman, o saldo da competição mostra que o trabalho olímpico está no caminho certo. "O resultado final comprova a força do Brasil no continente sul-americano. Iniciamos muito bem a nossa escalada rumo aos Jogos Olímpicos Rio 2016", afirma.

Na última edição, em Medellín (Colômbia), o número de medalhas conquistadas pelos brasileiros e pelos outros países foi bastante superior. Com o objetivo de adequar o programa sul-americano ao olímpico, a organização reduziu o total de 480 provas disputadas em 2010 para 350. No fim, só 316 medalhas de ouro foram distribuídas, uma vez que em diversas provas não houve o número mínimo de inscritos.

O diretor executivo de esportes do Comitê Olímpico Brasileiro, Marcus Vinícius Freire, valoriza essa mudança. "Essa adequação favorece uma análise mais realista do estágio olímpico dos países participantes. E nesse aspecto, o resultado do Brasil em Santiago mostra que o trabalho dos últimos quatro anos tem correspondido ao planejamento feito para o Rio/2016."

A competição no Chile também serviu como passaporte para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015, para algumas modalidades, como as equipes de handebol (feminina e masculina), de hipismo adestramento, de hipismo saltos e de rúgbi sevens (feminina). No pentatlo moderno, Yane Marques e Felipe Nascimento conseguiram as vagas, assim como Gilda Oliveira (até 69kg) e Aline Ferreira (até 75kg) na luta livre. Entre os esportes que não fazem parte do programa olímpico, a dupla masculina do boliche e quatro categorias do caratê estarão no Canadá.

O atletismo e natação estão entre os esportes que mais somaram medalhas ao País - são também os que mais têm provas. O primeiro obteve 41 conquistas e também obteve o índice no revezamento masculino 4x100 metros para o Mundial de Revezamento das Bahamas, em maio. Já a modalidade aquática levou 37. Vale destacar ainda o desempenho de Marcus Vinícius D'Almeida no tiro com arco. O jovem de 16 anos alcançou 1342 e superou o recorde brasileiro.

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