Bernd Weissbrod/AP
Bernd Weissbrod/AP

Rússia domina Mundiais de Luta e Ginástica Rítmica

País conquistou 28 medalhas nas duas competições

Estadão Conteúdo

13 de setembro de 2015 | 13h01

Ginástica rítmica e luta são modalidades que se diferem de todas as formas possíveis. Elas coincidem, entretanto, no poderio da Rússia. Ambas tiveram seus Campeonatos Mundiais realizados durante esta semana, com amplo domínio dos russos, que ganharam 14 medalhas em cada um dos dois eventos.

Na ginástica rítmica, entretanto, isso não vai significar uma chuva de medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio. No Mundial são distribuídas nove medalhas de ouro, mas na Olimpíada são apenas duas: por conjunto e no individual geral. A Rússia é favoritíssima para faturar duas de ouro e uma de prata no Rio, mas esse é o limite.

Em Stuttgart, no Mundial, a Rússia só não teve uma campanha perfeita porque perdeu da Itália na final de cinco fitas no conjunto. As russas receberam 17,850 pontos, contra 17,900 das italianas. No individual, a Rússia fez ouro e prata em todos os aparelhos e no geral. Só Yana Kudryavtseva ganhou cinco medalhas de ouro.

Isso porque no Mundial existe o individual geral (que soma as notas das apresentações nos quatro aparelhos) e também as finais de cada um dos aparelhos, além uma competição por equipes, que soma as notas de cada uma das três representantes de cada país. Isso faz com que as mesmas atletas recebam até seis medalhas. Na Olimpíada, seria uma só.

No conjunto acontece o mesmo. Nos Jogos, premia-se quem vencer na soma das duas apresentações. No Mundial, isso também acontece, mas também são disputadas finais de cada uma dessas provas - neste ciclo olímpico, uma das apresentações é de fitas e a outra de arco e maças.

Na prova olímpica do conjunto, a Rússia foi seguida de Bulgária e Espanha. No individual, Yana Kudryavtseva ganhou ouro, seguida da compatriota Margarita Mamun. Melitina Staniouta, da Bielo-Rússia, venceu a disputa com a ucraniana Ganna Rizatdinova para ficar com o bronze.

LUTA

No Mundial de Luta, em Las Vegas, também foram disputadas mais provas do que serão na Olimpíada. A competição nos EUA teve oito categorias de peso em cada uma das três disciplinas da luta (livre masculina, greco-romana masculina e livre feminina), enquanto no Rio serão seis em cada uma.

A Rússia dominou o evento, com 14 medalhas, sendo quatro de ouro. Os EUA, donos da casa, ficaram em segundo, com sete no total e também quatro douradas. A Ucrânia ganhou nove medalhas e o Azerbaijão oito, mas ambos só obtiveram dois títulos. O Brasil não foi um dos 29 países que subiu ao pódio.

A competição valia vaga no Rio para os seis primeiros colocados de cada categoria olímpica. A Rússia garantiu 12 credenciais, classificando-se em todas as subdivisões da luta livre masculina e em quatro das seis da greco-romana. O Azerbaijão também teve sucesso, com 11 vagas, seguido do Irã, com oito. A Mongólia garantiu seis, enquanto EUA, Ucrânia e Japão somaram cinco credenciais cada.

O Brasil só se garantiu na Olimpíada na categoria feminina até 75kg, com Aline Silva, que foi quinta colocada. A vaga é do país, mas ela deverá ser naturalmente escolhida para estar no Rio-2016. De resto, nenhum brasileiro venceu mais do que uma luta em Vegas.

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