Bruno Baroni
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Com a família, Filipe Toledo já curte ondas de Pipeline no Havaí

Brasileiro é um dos concorrentes ao título do Mundial, que também tem Medina e Wilson na briga

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2018 | 05h00

Entre os concorrentes ao título mundial de surfe nesta temporada, o brasileiro Filipe Toledo foi o primeiro a chegar no Havaí. Ele tem aproveitado para treinar nas belas praias, que oferecem variedade de boas ondas, está tendo tempo para curtir a família e vai disputar seu segundo torneio no North Shore antes do Pipe Masters, que define o campeão da temporada.

Filipinho tem o mesmo número de pontos de Julian Wilson e ambos estão atrás do líder Gabriel Medina, brasileiro que já foi campeão mundial em 2014 e que só chegará ao Havaí no fim do mês. Não existem muitas contas a serem feitas para ver quem tem maiores chances. Para Filipinho e o australiano Wilson, só existe chance de título se chegarem à final. Caso contrário Medina será campeão.

“Cheguei em Haleiwa no início de novembro e estou tentando aproveitar as boas ondas do inverno havaiano este ano. As pessoas pensam que é todo dia que dá onda em Pipeline, mas não funciona assim. Depende muito das condições de ondulação, vento, etc, então não tem como treinar todo dia lá. Mas sempre que tem umas ondas, vamos lá treinar”, explica.

Filipinho vai disputar a Vans World Cup, segunda etapa da Tríplice Coroa Havaiana que está sendo disputada em Sunset Beach, mas por ser bem ranqueado ele entra só na terceira fase. Até por isso, treinou ontem em Pipeline, em mar cheio de gente, mas com boas ondas de quatro metros de altura.

Para esta temporada, Filipinho está com sua família em Ke Iki, perto de Pipeline. Está com a mulher Ananda Marçal, a filha Mahina e o caçula Koa. O pai e técnico Ricardinho Toledo, famoso surfista brasileiro, sempre estão juntos. “Já aproveitamos para passear numa prainha aqui perto, que tinha uma baía mansinha, para curtir mesmo. E o pôr do sol aqui em Ke Ike é incrível”, disse Ricardinho.

Além dos treinos nas ondas locais, Filipinho sempre procura ir em busca de novos lugares para surfar e fazer turismo em momentos de descanso. Apesar de ficar no North Shore, ele vai para Waikiki, famosa por seus restaurantes e hotéis de luxo. O ambiente ajuda a tirar a tensão de quem está disputando o título mundial. O brasileiro está de olho também na conquista da Tríplice Coroa Havaiana, uma das maiores honrarias do surfe.

Wilson ganhou em 2014 e Medina, em 2015. Filipinho quer entrar no grupo. “As chances de ganhar a Tríplice existem, mas depende de resultados, ainda mais porque comecei com um 9.º lugar, fica mais difícil... Mas só está começando”, diz.

 

 

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