Alan Santos / Agência Brasil
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Mesmo revendo contratos, Bolsonaro participa da assinatura de parceria da Caixa e Comitê Paralímpico

CPB vai receber R$ 10 milhões até 2023 para realizar o projeto, que consiste ainda em batizar o Centro de Treinamento com o nome do banco, que adquiriu os "naming rights" do local

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2019 | 12h59
Atualizado 19 de junho de 2019 | 15h06

Com a presença do presidente da República Jair Bolsonaro e do governador de São Paulo, João Doria, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) assinou nesta quarta-feira com a Caixa Econômica Federal um termo de compromisso para promover a ação esportiva para 550 crianças com deficiência de 10 anos a 17 anos. No novo acordo, foi criado um vínculo para a inclusão social. Isso implica num aporte financeiro de R$ 10 milhões. Um fato curioso é que, antes de iniciar o evento, Bolsonaro "desafiou" Doria a fazer flexões e junto com alguns atletas, eles fizeram uma sequência de movimentos. 

Desde que assumiu, o novo presidente reavalia todos os contratos de patrocínios e parcerias no esporte. Tem feito alguns cortes nos orçamentos dos esportes olímpicos, por exem plo, mas recentemente também dobrou o número de Bolsa Atleta, programa que ajuda financeiramente atletas olímpicos do Brasil. A jogadora Marta, da seleção, por exemplo, se beneficia do programa.

"É um incentivo extraordinário para o Centro Paralímpico, um investimento para o Brasil. A iniciação esportiva será para alunos das redes públicas municipal e estadual", comentou Doria, ciente de que as modalidades oferecidas são atletismo, natação, judô, futebol de 5, vôlei sentado, bocha, goalball e tênis de mesa. No projeto, as crianças receberão o material esportivo necessário, lanches, transporte e terão professores qualificados.

O CPB vai receber R$ 10 milhões até 2023 para realizar esse projeto, que consiste ainda em batizar o Centro de Treinamento com o nome do banco, que adquiriu os "naming rights" do local. O espaço, um dos mais modernos do País para o treinamento de atletas de elite, se chamará CT Paraolímpico Caixa. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Começou a preparação para 2022?

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Com o acordo, o CPB passa a ter dois contratos de patrocínio com a Caixa: este novo, que ainda precisa ser fechado (mas os termos já estão colocados na mesa e as partes estão em concordância), e o que foi firmado em 2017 e vai até o fim de 2020, que consiste no recebimento de R$ 95 milhões por quatro anos.

"Esse evento é a prova de que o esporte paraolímpico vai se consolidando como política de Estado. Não falta motivo para celebrar. O CT tem se transformado na casa da inclusão e tem sido a base para a capacitação dos profissionais do esporte. Com essa ampliação da nossa parceria com a Caixa, vamos poder desenvolver mais centros de formação e levaremos esse projeto para outras cidades do Brasil", comentou Mizael Conrado, presidente do CPB.

Apesar do fortalecimento da parceria entre CPB e Caixa, a atual gestão do banco não deve ampliar o patrocínio esportivo em outras entidades. Ainda existem contratos com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e com a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), além da Liga Nacional de Basquete (LNB) e da Liga de Basquete Feminino (LBF), mas a tendência é que ao final dos termos os vínculos não sejam renovados, ou tenham seus valores diminuídos.

A CBAt tem um contrato de R$ 60 milhões por quatro anos, de 2017 a 2020. A CBG possui pelo mesmo período, mas o valor é três vezes menor, de R$ 20 milhões. Já a LNB tem um acordo de março de 2016 a março de 2020 por R$ 22 milhões no total, enquanto a LBF tem um acerto de R$ 10 milhões também até essa data.

"O que vamos fazer é o patrocínio no Brasil inteiro, no interior, nos 27 Estados, porque a Caixa é o banco do povo", explicou Pedro Guimarães, presidente da Caixa, bastante emocionado e chorando ao contar sua história. Ele pediu para que a primeira dama Michelle Bolsonaro fizesse um anúncio. "A Caixa fará a contratação de 2 mil pessoas com deficiência em todo Brasil", afirmou ela.

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