Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

Com braço machucado, japonês dá ippon e é campeão

Masashi Ebinuma já lutava sem força alguma quando dominou a gola e aplicou golpe perfeito

AE, Agência Estado

27 de agosto de 2013 | 17h53

RIO - Masashi Ebinuma provavelmente sairia do tatame principal do Maracanãzinho chorando de qualquer jeito após a final da categoria até 66kg do Mundial de Judô do Rio, na tarde desta terça. O japonês lesionou o braço direito durante a luta contra Azamat Mukanov, do Casaquistão, e lutava já sem força nenhuma, aparentando muita dor. Mesmo assim conseguiu dominar a gola e aplicar um golpe perfeito para vencer com um ippon e ser bicampeão mundial. Na saída, abraçado ao técnico, chorou.

Em dois dias de Mundial, os homens japoneses já deram duas lições. Depois de terminarem os Jogos de Londres/2012 sem ouro, ganharam os dois títulos que foram postos em jogo no Maracanãzinho até agora. E tanto Ebinuma quanto Naohisa Takato, ouro na categoria até 60kg, choraram copiosamente, refutando a frieza tradicional dos orientais.

O pódio da categoria até 66kg teve dois japoneses, ambos algozes de Charles Chibana. Se Ebinuma venceu o brasileiro na semifinal, Masaaki Fukuoka foi quem tirou o bronze do preferido da torcida. O surpreendente Georgii Zantaraia ficou com a outra medalha. O ucraniano chegou ao terceiro lugar depois de eliminar favoritos como o mongol Tumurkhuleg Davaadorj, líder do ranking. Zantaria é apenas o 28º.

No feminino, a disputa do dia foi na categoria até 52kg e o ouro ficou com a líder do ranking mundial Majlinda Kelmendi, responsável por apresentar o hino de Kosovo para o mundo. O país não é reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e por diversas federação internacionais, mas pela de judô sim.

Kelmendi conquistou o primeiro título mundial do seu país. Nos Jogos de Londres/2012, ela defendeu a bandeira da Albânia. Ao Rio/2016, independente da pátria que defender, chegará com a fama de algoz de Érika Miranda no Mundial. Afinal, venceu a brasileira na final no Maracanãzinho.

Numa categoria que as seis melhores do ranking mundial terminaram entre as oito primeiras no Rio, as medalhas de bronze foram para a japonesa Yuki Hashimoto (quinta do ranking) e a alemã Mareen Kraeh (nona). Elas venceram, respectivamente, a romena Andreea Chitu (terceira) e finlandesa Sundeberg (quarta).

Por enquanto o quadro de medalhas do Mundial do Rio tem liderança do Japão, com um ouro, uma prata e dois bronzes. A Mongólia, que passou em branco nesta terça, vem em segundo, com um ouro e uma prata. O Brasil é o outro país que tem mais de uma medalha: uma prata e um bronze. Aparece em quarto.

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