Foto: Satiro Sodré / SS Press / CBDA
Foto: Satiro Sodré / SS Press / CBDA

Com Cielo, Brasil é bronze no 4x100 metros livre no Mundial de Piscina Curta

Ouro foi para Estados Unidos e prata para a Rússia; em outras provas, brasileiros não alcançam o pódio no individual

Estadão Conteúdo

11 de dezembro de 2018 | 12h06

A natação do Brasil faturou uma medalha de bronze no primeiro dia de disputas do Mundial de Piscina Curta, que sendo realizado na cidade de Hangzhou, na China. Nesta terça-feira, a conquista veio na última prova do dia: o revezamento 4x100 metros livre. Com o tempo de 3min05s15, o time formado por Matheus Santana, Marcelo Chierighini, Cesar Cielo e Breno Correia disputou o terceiro lugar braçada a braçada com a Itália, que cravou 3min05s20.

A medalha de ouro ficou com os Estados Unidos, que travaram uma dura batalha contra a Rússia nas braçadas finais. Com o tempo de 3min03s03, os norte-americanos (Caeleb Dressel, Blake Pieroni, Michael Chadwick e Ryan Held) bateram ainda o recorde mundial da prova, ficando apenas oito centésimos de segundo na frente dos russos.

Com a medalha de bronze no revezamento 4x100 metros livre, Cesar Cielo se tornou o atleta brasileiro com o maior número de medalhas em Mundiais. Com 18 pódios conquistados na carreira, superou o velejador Robert Scheidt, que tem 17 premiações.

"Fizeram um trabalho excepcional. Breno está muito bem. O caminho do Brasil está desenhado já. A gente troca os nomes, mas os resultados seguem sendo constantes. Estar aqui nesse bolo é muito bom. Pode ser meu último Mundial, mas é fora de série. Essa medalha de bronze é como se fosse ouro. Não é fácil chegar lá. Chegar em pódio mundial desde 2004... É continuar na pegada da competição", disse Cielo, logo após a conquista, em entrevista ao SporTV.

O revezamento brasileiro mostrou que vive grande fase tanto em piscina longa, quanto em piscina curta. Depois da medalha de prata em Budapeste, na Hungria, em 2017, e do ouro no Pan-Pacífico em 2018, foi a vez de um quarteto modificado ganhar um bronze.

Em outras finais nesta terça-feira, o Brasil não ganhou medalha. Nos 200 metros medley, Caio Pumpitis ficou com a quinta colocação, com o tempo de 1min53s05, logo à frente de Leonardo Santos, com 1min53s38. Já nos 200 metros borboleta, Luiz Altamir foi o sexto com 1min51s99. E Fernando Scheffer, com 3min39s40, terminou os 400 metros livre na oitava posição.

"Ficar em 5.º ou 6.º no nosso primeiro Mundial não é para qualquer um. Claro que sempre queremos mais, uma medalha, um recorde, mas temos que estar felizes de estar entre os melhores do mundo. A meta é, agora, é superá-los", relatou Caio Pumpitis.

OUTRAS PROVAS

O dia também teve as semifinais dos 100 metros costas e o Brasil pode conquistar mais uma medalha nesta quarta-feira. Como fez nas eliminatórias, Guilherme Guido quebrou o recorde sul-americano e está classificado à final. Com o tempo de 49s45, baixou em 12 centésimos de segundo a sua marca da manhã e passou com o segundo melhor tempo entre os oito finalistas. Já Guilherme Basseto ficou em 13.º (50s83) e foi eliminado.

"Muito legal saber que estou na minha melhor forma. Foi uma prova muito boa, me senti bem. Agora é descansar para amanhã (quarta-feira), na final, fazer mais um melhor resultado para conquistar uma medalha para o Brasil", disse Guilherme Guido.

Por fim, nos 100 metros peito, Felipe Lima e João Gomes Júnior pararam nas semifinais. Nas eliminatórias, Felipe passou com o quinto tempo (57s14) e João com o 15.º (57s62). À noite (horário local), João Gomes Júnior terminou a prova com 57s26 e o 11.º tempo, enquanto que Felipe Lima finalizou com 57s30 e em 12.º.

 
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