Ale Cabral/CPB
Ale Cabral/CPB

Com Daniel Dias, Brasil chega a 15 medalhas no Mundial Paralímpico de natação

Além dele, País também conquistou prata no revezamento misto 4x100m livre 49 pontos

Redação, Estadão Conteúdo

14 de setembro de 2019 | 20h41

O Brasil conquistou mais duas medalhas neste sábado no Mundial Paralímpico de Natação e chegou ao número de 15 pódios na competição disputada em Londres. Daniel Dias, maior referência da natação paralímpica do País, foi o responsável por uma delas, na prova dos 50 metros costas.

Dias faturou o bronze na prova com o tempo de 36s11. A prata ficou para o ucraniano Yaroslav Semenenko (34s72), e o ouro, com o chinês Lichao Wang, que bateu em 32s59. "Esta era uma prova difícil de sair um bom tempo, se eu fizesse em 35 segundos seria incrível, desde a eliminatória, pela manhã, eu disse isso. Tentei arriscar uma estratégia para chegar nos 35 segundos, não deu, mas que bom que veio uma medalha", comentou.

O nadador admitiu que o cansaço acabou pesando nos metros finais. "Tentei aumentar a frequência no início e tentar segurar, assim como eu fiz e deu certo nos 50m livre, eu cansei no final, mas não faltou vontade chegar bem", declarou Daniel Dias, referindo-se à prova em que ganhou o ouro, na segunda-feira.

Nesta prova, de classe S5, os dois primeiros colocados trocaram recentemente de classe, trocando a S6 pela S5, ou seja passaram a competir numa disputa com rivais com mais limitações físicas. "Se você observar o start list desta prova, dos oito finalistas, só dois eram S5, o resto desceu da S6", declarou o brasileiro.

Esta mudança foi possível graças às novas (e polêmicas) regras de classificação implementadas pelo Comitê Paralímpico Internacional em 2018. Estas alterações geraram reclamações e críticas de diversos países, principalmente o Brasil, que viu parte de seus atletas competindo com rivais que aparentemente poderiam ter alguma vantagem física.

A outra medalha conquistada pelo Brasil neste sábado foi a prata no no inédito revezamento 4x100m livre 49 pontos (soma da classificação dos integrantes), com Wendell Belarmino, Maria Carolina Santiago, Lucilene Sousa e Carlos Farrenberg. Na prova, exclusiva para deficientes visuais, a Ucrânia foi a campeã, com recorde mundial, em 3min51s85, e o Brasil terminou em segundo lugar, com 3min53s17.

No total, o time brasileiro soma agora 15 medalhas, sendo cinco de ouro, cinco de prata e cinco de bronze. Ocupa, assim, a nona colocação geral no quadro de medalhas. Esta posição pode ser alterada neste domingo, no último dia de disputas do Mundial.

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