Com estilo goleador, revelação já supera marcas de craques

Com 18 anos e 62 gols como profissional, Neymar caminha para ser um dos grandes artilheiros [br]do futebol mundial

Anelso Paixão,

23 de janeiro de 2011 | 00h35

Neymar é a sensação do Campeonato Sul-Americano Sub-20 do Peru. Dribles desconcertantes e facilidade impressionante para definir as jogadas já chamaram a atenção do mundo. Recebeu elogios de todo tipo: Neymaradona, Neymaravilha, Diamante foram apenas alguns. Mas, a poucos dias de seu 19.º aniversário, o atacante se consolida também como candidato a um dos grandes goleadores da história.

Em apenas dois anos de profissionalismo, são 62 gols, além da artilharia da Copa do Brasil do ano passado (marcou 11), e a vice-artilharia do Brasileiro também de 2011, com 17. Marcou 56 deles pelo Santos e mais 6 pela seleção brasileira: 1 na principal, 5 na sub-20 e 3 na sub-17. Tudo isso em apenas 108 jogos. Uma média de 0,57 por partida.

Comparar sua marca com a de Pelé, claro, é covardia. Às vésperas de comemorar 19 anos em 1959, assim como Neymar, o Rei do Futebol já tinha 284 gols oficiais, em 269 partidas disputadas - média de 1,05. Ao final da carreira, atingiria 1.281 gols (somados jogos oficiais e não oficiais) em 1.367 partidas, média de 0,93.

Mas a média de 0,5 de Neymar até o momento se compara, por exemplo, com a de outro craque, também reconhecido mundialmente como um dos maiores: o flamenguista Zico. Com 826 gols em 1.180 partidas, o Galinho de Quintino atingiu média de 0,7.

O genial Mané Garrincha, a Alegria do Povo, cujo estilo o próprio Neymar chegou a comparar, marcou 283 gols em 716 jogos, com média de 0,39. Embora tenha faro de gols superior ao do eterno camisa 7 do Botafogo, o menino santista se espelha nele. "Pelé não tem comparação. Meu pai já tinha falado alguma coisa sobre o Garrincha, pelo meu estilo de partir para cima e driblar. Acho que o Garrincha é mais o estilo Neymar."

No ano passado, às vésperas da Copa da África do Sul, ao defender a convocação do santista, Zico chegou a dizer: "Não vou fazer comparação, mas vejo o Neymar surgindo como surgiu o Ronaldo, o Messi. Aquele que surge e já faz as coisas acontecerem".

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