Com estilos distintos, Messi e Neymar vivem momentos brilhantes

Argentino é calado e discreto na forma de se vestir; brasileiro adora entrevistas e adota estilo ousado. Em comum, a genialidade

YOKOHAMA , O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2011 | 03h06

 

Pedro Bottino/AE

Faz seis meses, desde que o Santos ganhou a Libertadores e se credenciou para disputar o Mundial, que Messi e Neymar são apontados como as duas maiores estrelas da competição.

O destino foi generoso, os candidatos a zebra ficaram pelo caminho e amanhã eles estarão frente a frente na disputa pelo título. Será um confronto de dois craques que encantam por seus dribles e facilidade para fazer gols, e dois homens de personalidades bem distintas.

Messi melhora sem parar nas mãos de Guardiola. Antes de 2008, quando o técnico assumiu o time, ele nunca tinha chegado à marca de 20 gols numa temporada - seu melhor registro era de 17, feitos em 2004/2005. Nos últimos três anos ele fez 38, 47 e 53. Ganhou o prêmio da Fifa em 2009, 2010 e, em janeiro, concorrerá ao tri contra Xavi e Cristiano Ronaldo.

Neymar pode comemorar amanhã o seu 100.º gol como profissional (tem 99), uma marca extraordinária para um jogador de apenas 19 anos - cinco a menos do que o argentino. Fez parte da lista dos 23 indicados ao título de melhor do mundo e disputará com Messi e Rooney o prêmio de autor do gol mais bonito da temporada pela obra-prima que assinou na derrota por 5 a 4 para o Flamengo na Vila Belmiro.

Em 2011 foi eleito o principal jogador das quatro competições de que participou: Sul-Americano Sub-20, Campeonato Paulista, Libertadores e Brasileiro.

Fora de campo não há nada que una os dois craques. Um é patrocinado pela Nike e o outro pela Adidas. Um é extrovertido e gosta de roupas e acessórios que chamam a atenção, o outro é tímido e de estilo sóbrio. Um sempre fala com a imprensa, o outro sempre se esquiva.

Neymar participou da primeira coletiva do Santos no Japão ao lado de Muricy e Elano, e foi o escolhido para estar ao lado do técnico na de hoje no local da partida. E só não passou pela área de entrevistas depois de treinos e do jogo contra o Kashiwa duas vezes: no dia em que havia falado pela manhã e ontem.

Messi, ao contrário, ainda não abriu a boca desde que a delegação do Barcelona chegou a Yokohama.

Nos dois últimos anos ele só foi escalado para uma entrevista coletiva pelos assessores de imprensa do clube. Os jornalistas espanhóis acham pouco provável que ele fale depois do jogo de amanhã, qualquer que seja o resultado - que poderá ser definido por seu talento ou pelo de Neymar.

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