Com faro apurado, Villa brilha outra vez

Atacante faz seu 4º gol em quatro jogos da Fúria. Agora, briga para ser artilheiro isolado da Copa e da seleção espanhola

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2010 | 00h00

ENVIADO ESPECIAL

CIDADE DO CABO

David Villa é mesmo o homem de referência no ataque espanhol e maior esperança para a conquista do inédito título mundial. Com aproveitamento de um gol por jogo, o atleta de 28 anos sonha com a artilharia e o troféu de campeão. Ontem, o atacante chegou à marca de 42 gols com a camisa espanhola. Está a dois de alcançar Raul, maior goleador da história da Espanha.

Contra Portugal, Villa foi de longe o mais perigoso e balançou as redes em um lance de oportunismo. "O bom é que foi o gol da vitória", comemorou, humilde. "Todos somos importantes na seleção e o grupo está unido, concentrado."

E a marca a ser alcançada? "Quero continuar fazendo gols, não pelo recorde, mas para levar o time à final. As conquistas individuais não devem ser mais importantes do que as do grupo."

Dos 19 chutes desferidos pelos atletas da Fúria, ontem, sete saíram dos pés do atacante do Barcelona ? o clube catalão pagou 40 milhões (quase R$ 88 milhões) por ele ao Valencia. No fim, aos 43, Villa deixou o campo para a entrada de Pedro. E ganhou aplausos. Após o jogo, o atacante recebeu elogios do comandante. "Temos de ressaltar o bom trabalho que ele tem feito", afirmou o técnico Vicente Del Bosque. "Ele não jogou só no ataque, ajudou a defesa também."

Respeito. Os espanhóis deixaram o Green Point ressaltando a força portuguesa e contando as dificuldades para chegar à vitória. Contra os paraguaios, no sábado, eles pregam cautela, apesar de o adversário ser considerado mais fácil do que o de ontem.

"Sabemos que Portugal é uma das potências do mundo, até mais do que o Paraguai", comparou o herói da classificação. "Mas eles estão nas quartas de final, então no momento são os melhores", concluiu Villa.

Del Bosque também elogiou o próximo rival. "O Paraguai tem bons jogadores na defesa e no ataque. Se entrarmos com a mesma mentalidade, estaremos mais perto de um triunfo", declarou. "Precisamos ter respeito com eles e pensar passo a passo até o fim." O treinador espera que o time tenha, no sábado, uma atuação parecida com a do segundo tempo contra os portugueses. "Foi um jogo intenso. No primeiro tempo houve um certo equilíbrio, mas depois superamos a seleção deles."

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