Com Jaqueline, Finasa busca vaga na semi

Depois de quase um ano e meio longe das quadras por causa de três lesões consecutivas, uma das maiores promessas do vôlei brasileiro está voltando a atuar. Jaqueline, de 20 anos, foi a melhor jogadora do Mundial Juvenil de 2001, e integra o Finasa/Osasco, que nesta quarta-feira pode assegurar vaga na semifinal da Superliga de Vôlei. A equipe da atacante enfrenta, fora de casa, o Macaé, às 20 horas, e se vencer fecha a série melhor-de-três em 2 a 0.Quando treinava pela Seleção Brasileira para o Mundial da Alemanha, em julho de 2002, ela teve um problema circulatório na mão direita que a tirou da competição. Três meses depois, quando voltava a jogar, rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo, que foi operado. "Foram mais cinco meses de recuperação. Acho que aconteceu porque eu não estava fazendo musculação desde o problema na mão. A musculatura devia estar fraca. Voltei em março do ano passado, e rompi de novo o mesmo tendão em um treino", conta a jogadora, que é um dos "xodós" do time de Osasco. A atleta fez uma passagem contra o Pinheiros, no dia 10, mas nesta quarta deve atuar por mais tempo.José Roberto Guimarães, técnico da equipe, conta: "A expectativa é muito grande pela volta da Jaqueline, principalmente porque perdi a Paula (também machucou o joelho). Se a Jaqueline voltar à boa forma rápido, poderá ser um ótimo reforço para tentarmos conquistar o bicampeonato." O treinador acompanhou todo o drama da atacante. "Antes, a cada passada que ela dava, era uma dor no coração. Mas já deve fazer algumas passagens no fundo da quadra diante do Macaé porque tem ótimo passe", assinala.Depois de tanto tempo afastada, Jaqueline fez questão de agradecer aos torcedores. "Fui muito mimada por eles, o tempo todos eles pediam para eu entrar em quadra, e isso me deixa muito feliz. Não desisti nem passando por três lesões consecutivas, e não é agora que vou desistir do meu sonho", conclui.

Agencia Estado,

24 de março de 2004 | 09h26

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.