Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Com medo, Palmeiras quer se esconder

Reunião nesta terça pode sacramentar a cidade de Itu como refúgio até a próxima rodada

Daniel Batista, Paulo Galdieri, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2012 | 02h05

SÃO PAULO - Agonizando rodada após rodada e nadando de braçadas rumo à Série B do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras se assumiu como refém de sua própria torcida. Acuado com os sucessivos casos de violência após seus maus resultados, a equipe já estuda uma rota de fuga para tentar evitar que a situação caótica não se agrave ainda mais.

A última cena da onda de fúria palmeirense ocorreu na madrugada de segunda-feira, após a equipe perder para o Fluminense por 3 a 2, em Presidente Prudente. A loja oficial do clube, na Rua Turiaçu, foi invadida e incendiada. O fogo foi controlado pelos bombeiros, mas ninguém foi preso - ao menos, não houve feridos. Além disso, as portas do local foram mais uma vez pichadas com ameaças: "A paz acabou".

Uma reunião nesta terça entre comissão técnica e diretoria de futebol vai definir o plano estratégico para os próximos dias, quando Gilson Kleina tentará preparar o time para operar o que, a esta altura, seria um milagre: escapar da queda para a Segunda Divisão.

O temor de que atos violentos ainda mais graves se repitam e a necessidade de tentar reencontrar um rumo para o time levam o clube a cogitar se afastar da Academia de Futebol, base do time e local dos treinamentos.

Nesse cenário, Itu aparece como a provável escolha palmeirense. O clube já usou um hotel nos arredores da cidade como base quando houve a troca de treinadores, com a saída de Felipão e a chegada de Kleina.

O local costuma ser o escolhido por não ser muito distante da Capital (cerca de 80 km), mas ao mesmo tempo ter a capacidade de dar bastante privacidade às delegações e também por ser de difícil acesso, aumentando a segurança dos jogadores.

ESTRATÉGIA

Caso ocorra o rebaixamento já no jogo com o Flamengo, outras medidas de segurança deverão ser tomadas para afastar o Palmeiras temporariamente da parte mais raivosa de sua torcida - sobretudo das organizadas -, cuja reação diante de uma segunda queda para a Série B pode ser extrema.

Funcionários da prefeitura de Presidente Prudente já diziam no domingo que o clube sondou o estádio Prudentão para abrigar também o jogo contra o Atlético-GO, na penúltima rodada, caso o rebaixamento esteja sacramentado. A recepção da torcida na cidade, a 550 km de São Paulo, foi inesperadamente calorosa no fim de semana.

Até mesmo na saída do time domingo à noite, após a derrota para o Fluminense, grupos de torcedores foram se despedir na porta do hotel, em que o Palmeiras se hospedou, dando apoio aos jogadores, gritando seus nomes e até pedindo autógrafos a alguns.

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