Washington Alves/Inovafoto
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Com novo critério de convocação, esgrima conquista resultado histórico

Equipe brasileira termina na liderança do quadro de medalhas da modalidade nos Jogos Sul-Americanos

Nathalia Garcia, enviada especial, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2014 | 19h00

SANTIAGO - Em 2014, o critério de convocação para a seleção de esgrima passou a ter novas regras. Os dois atletas melhor posicionados no ranking nacional de cada arma (espada, florete e sabre) têm vagas garantidas. Já a terceira e a quarta colocações são definidas de acordo com critérios da comissão técnica. Essa mudança possibilitou que o franco-brasileiro Ghislain Perrier, apenas 12.º colocado, ajudasse o Brasil na conquista do ouro da equipe de florete nos Jogos Sul-Americanos.

Para o atleta com dupla nacionalidade, esse é um bom método para selecionar os melhores representantes do País. "O ranking nacional não mostra necessariamente o nível dos competidores. O mais importante é ter o jogador mais forte nas competições internacionais e não é obrigatoriamente o primeiro do ranking. Penso que esse sistema funciona bem", disse.

O esgrimista Renzo Agresta, especialista no sabre, vê essa decisão como um voto de confiança que a Confederação Brasileira de Esgrima dá para a equipe técnica da seleção. "Isso pode ser positivo caso existam algumas discrepâncias no ranking, ou seja, quem esteja lá na frente não seja realmente o melhor", afirmou.

Mas o atleta do Pinheiros reconhece que isso pode desencadear insatisfação no grupo em decorrência da escolha subjetiva. "Pode gerar algum tipo de mágoa no atleta que estiver em uma posição de terceiro ou quarto e de repente for deixado de lado. Fica como uma escolha técnica e pode ser que o atleta não goste", comentou.

Para ele, o único jeito de evitar descontentamento é lutar para ocupar as primeiras posições e não ficar dependente do sistema. "Nestes casos, a melhor solução é ficar em primeiro ou segundo do ranking e tentar evitar esse tipo de escolha subjetiva", receita.

A esgrima brasileira conquistou um resultado histórico nesta segunda-feira ao terminar na primeira colocação no quadro de medalhas da modalidade nos Jogos Sul-Americanos. No geral, o Brasil conquistou oito medalhas (quatro de ouro, três de prata e uma de bronze).

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