Com quedas e zebras, Brasil fica sem medalha no BMX do Pan

Renato Rezende era um dos favoritos a subir no pódio no ciclismo BMX, mas uma infelicidade na semifinal tirou o brasileiro da disputa pela medalha nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Já Anderson Ezequiel chegou à final e ficou com a quarta colocação. No masculino, o ouro ficou com o canadense Tory Nyhaug, sétimo colocado do ranking mundial, e no feminino com a norte-americana Felicia Stancil, sexta do mundo.

PAULO FAVERO, Estadão Conteúdo

11 de julho de 2015 | 17h57

Renato, 11.º melhor do mundo, acabou tocando na roda de um adversário e perdeu velocidade no meio da disputa. "Estou inconsolável", explicou. "Mas essas coisas acontecem", comentou o atleta, que nos Jogos de Londres-2012 também foi eliminado por um acidente - na ocasião, teve um pneu furado nas quartas de final.

Em Toronto, Anderson, de apenas 19 anos, também foi pressionado por um adversário e deixou escapar a medalha. "Não consegui largar bem. Estava no meio de dois adversários fortes. O BMX é muito imprevisível."

O ouro ficou com o canadense Tory Nyhaug e a prata com o equatoriano Alfredo Campo Vintimilla. O colombiano Carlos Alberto Yepes, que havia chegado em terceiro, acabou desclassificado. O bronze, assim, passou para o norte-americano Nicholas Long. Vice-líder do ranking mundial, o norte-americano Connor Fields não completou a final.

MULHERES - No feminino, Priscila Carnaval conseguiu classificação para a final e ficou na quarta posição. "Não estou nem um pouco satisfeita. Mas faz parte. Tenho de manter a cabeça erguida, e agora vou em busca de chegar numa final olímpica e quem sabe conquistar uma medalha no Rio", disse. A maior zebra foi a colombiana Mariana Pajón, campeã olímpica, que caiu e deixou escapar o título.

Já Thaynara Morosini acabou ficando pelo caminho por muito pouco. Ela teve um erro na segunda corrida e isso atrapalhou sua somatória de três provas na semifinal. "As adversárias são muito fortes. Eu acabei largando mal e quando afunilou não consegui recuperar. Não fui feliz, mas isso serve como experiência. Foi mais uma batalha e vou continuar na luta", afirmou.

As duas festejaram o bom público numa tarde de sol em Toronto. Os fãs lotaram a arena de BMX e se empolgaram a cada disputa. "Na hora que chegamos para a prova, vimos que já tinha muita gente. Isso é emocionante. Dá uma empolgação e um nervosismo ao mesmo tempo", explicou Thaynara. Priscila concordou com a amiga. "A modalidade não é muito popular no Brasil, mas em todo lugar as arquibancadas estão cheias e o púbico vibra muito."

Além da norte-americana Felicia Stancil, com ouro, o pódio feminino do BMX no Pan teve a equatoriana Domenica Azuero Gonzalez (prata) e a argentina Mariana Diaz (bronze). O Brasil, vale lembrar, não ganhou nenhuma medalha no ciclismo no Pan de Guadalajara, há quatro anos.

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