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Polo aquático do Brasil não vai a Mundial por falta de dinheiro

Confederação recebeu mais de R$ 6 milhões do Governo

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Estadão Conteúdo

21 de agosto de 2015 | 18h41

A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) paga R$ 25 mil ao mês para que o goleiro sérvio Slobodan Soro defenda a seleção brasileira de polo aquático nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, alegando que, assim, promove o desenvolvimento da modalidade no País. Mas a seleção masculina júnior foi avisada nesta quinta-feira que não vai disputar o Mundial, daqui a duas semanas, no Casaquistão. A alegação: falta de dinheiro.

Para levar as seleções brasileiras sub-19 para os Mundiais Feminino (na Grécia) e Masculino (no Casaquistão), a CBDA conseguiu a aprovação de um projeto na Lei de Incentivo ao Esporte, de aproximadamente R$ 1,5 milhão, de acordo o consultor técnico da CBDA Ricardo Cabral - o site do Ministério do Esporte está fora do ar nesta sexta-feira. O valor contempla ainda a realização da Liga Nacional e os salários da comissão técnica.

Ainda segundo Cabral, o orçamento do projeto aprovado na Lei de Incentivo previa que cada passagem aérea custasse cerca de R$ 6 mil. Com a alta do dólar, o valor subiu para quase R$ 10 mil. As passagens não poderiam ter sido compradas antes porque

O time feminino está disputando o Mundial na Grécia e, nesta sexta-feira, perdeu nas quartas de final da competição para os Estados Unidos, por 12 a 9. A seleção masculina treinava em São Paulo quando os jogadores foram avisados de que a participação em Almaty estava cancelada.

"O único país que paga todos os custos na categoria júnior (sub-19) e juvenil (sub-17) é o Brasil. EUA, Canadá, Austrália e alguns da Europa quem paga são os atletas", argumenta Cabral. Ainda de acordo com ele, a CBDA vai levar 36 atletas para o Campeonato Pan-Americano juvenil, na semana que vem, na Jamaica, classificatório para o Mundial desta categoria, no ano que vem. O dinheiro economizado agora vai permitir um período maior de concentração em Montenegro antes do evento em 2016.

Além de contar com recursos da Lei Piva e com patrocínio dos Correios, a CBDA conseguiu aprovar, no penúltimo dia da gestão de Aldo Rebelo (PCdoB) à frente do Ministério do Esporte, no fim do ano passado, um convênio de R$ 5,3 milhões para investir apenas no polo aquático. O valor contempla estágios de treinamentos da seleções adultas, clínicas e campeonatos nacionais e regionais de categorias de base.

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