Com Rodrigo Pessoa, Brasil fecha Mundial de Hipismo sem ir ao pódio

Jogos mundiais equestres conta com 11 disciplinas, três olímpicas e presentes nos Jogos Olímpicos de 2016, na modalidade

Estadão Conteúdo

06 Setembro 2014 | 16h41

O Brasil fechou sem nenhuma medalha os Jogos Equestres Mundiais, competição que envolve onze disciplinas (três delas olímpicas) do hipismo. Neste sábado, na penúltima etapa da disputa individual de saltos, Rodrigo Pessoa e Marlon Zanotelli não conseguiram avançar entre os quatro primeiros para a final de domingo.

Na etapa do dia, cada conjunto fez duas apresentações. Rodrigo, que chegou ao penúltimo dia do Mundial na quinta colocação, perdeu cinco pontos na primeira apresentação com Status (uma falta num rio e excesso de tempo). Sem se importar com a classificação final, uma vez que o top4 já era impossível, ele depois abriu mão da disputa no meio do último percurso.

"Foi realmente uma pena a falta na primeira passagem e daí acabei entrando desanimado para a segunda volta. Quando fiz a terceira falta na segunda passagem, decidi poupar o cavalo. Ficar em quinto ou 19.º é a mesma coisa. Mas em geral, achei o resultado positivo, pois foi o primeiro Campeonato Mundial deste meu cavalo", comentou.

Status é um animal de 10 anos, que está com Rodrigo desde o início do ano. Em teoria, será o cavalo do campeão olímpico em 2016. "Precisamos fazer alguns ajustes e prepará-lo para os Jogos Olímpicos do Rio. Competir em casa, com a torcida a nosso favor será uma única vez na vida e por isso precisamos estar bem preparados", contou Rodrigo, que terminou na 21ª colocação.

Marlon Zanotelli, outro brasileiro que chegou até a penúltima etapa do Mundial, é hoje o terceiro nome da equipe, tão importante quanto Doda e Rodrigo. Na competição por equipes, com AD Clouwni (que pertence a Doda), zerou dois dos três percursos. Em 11.º no início do dia, perdeu nove pontos na primeira pista (duas faltas, mais excesso de tempo). Depois, decidiu não voltar para a segunda etapa, terminando no 22.º lugar.

"Meu cavalo fez um excelente campeonato e em respeito a ele eu vi que não tinha sentido fazer a segunda passagem. Chegamos aqui com o objetivo de ir bem na competição por equipes e classificar para o individual e conseguimos. A única coisa que me deixou chateado foi o Brasil ter ficado muito perto e ao mesmo tempo longe da medalha por equipes", apontou o maranhense.

Na disputa por equipes, o Brasil foi quinto, a 23 centésimos de segundo do pódio. A equipe foi perfeita no segundo dia (quarta-feira), sem nenhum ponto perdido e falhou na decisão, quando tanto Doda quanto Pedro Veniss cometeram uma falta. Na abertura da competição, terça, na pista por tempo, Doda foi derrubado do cavalo e eliminado da disputa individual. Sem completar o percurso, teve seu resultado no dia descartado.

"Agora é voltar para a casa, analisar o que poderia ser feito diferente. A gente está formando um grupo forte de cavalos e cavaleiros, é trabalhar para as próximas competições e para os Jogos do Rio", contou o cavaleiro de 26 anos.

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