Com saída de Vizer, presidente do COI pede reestruturação completa da SportAccord

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, pediu neste domingo durante uma reunião em Lausanne, na Suíça, que a SportAccord passe por uma completa reestruturação. A orientação acontece uma semana após o mandatário da entidade, Marius Vizer, renunciar ao cargo por conta de divergências com o COI.

Estadão Conteúdo

07 de junho de 2015 | 17h53

"Vamos suspender nossa relação e vamos reter o financiamento à SportAccord até que sejam resolvidas essas questões e aconteça um acordo entre as partes interessadas", disse Bach. O COI destinava 300 mil dólares anuais à entidade que abriga esportes olímpicos e não olímpicos. O valor inclui os 160 mil dólares destinados a programas antidoping.

A comissão do COI ainda disse que manterá relações diretas com as federações internacionais e espera que eles cheguem a uma solução para a SportAccord. "Não é para o COI para tomar essas decisões, Eles precisam decidir entre si qual será o futuro da entidade", disse o porta-voz do COI, Mark Adams.

O racha entre Vizer e o movimento olímpico começou há um mês, na abertura do congresso anual da SportAccord, quando os principais líderes do esporte mundial se reúnem. Em seu discurso em Sochi (Rússia), o austríaco, que também preside a Federação Internacional de Judô (IFJ), chamou o sistema vigente de arcaico, fez duras críticas ao COI e sugeriu a criação de um evento concorrente aos Jogos Olímpicos.

Sua postura fez com que mais de 20 federações se retirassem da SportAccord. Para tentar contornar a situação, Vizer lançou uma agenda de reformas no COI, com 20 itens, entre os quais aumento no repasse de verbas para as federações internacionais e autorização para que os presidentes destas entreguem medalhas nos Jogos Olímpicos.

Além de ser ignorado, foi duramente criticado pelo presidente da Associação de Federações Olímpicas, Francesco Ricci Bitti, e não restou saídas se não renunciar ao cargo. Na carta de despedida, no entanto, fez duras críticas ao COI e relacionou a entidade ao escândalo de corrupção da Fifa.

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