Com time remendado, Kleina pode apostar em esquecidos

Márcio Araújo, Mazinho e Tiago Real treinaram como titulares ontem e devem jogar contra o Flamengo

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2012 | 02h03

Não é exagero dizer que o jogo contra o Flamengo é um dos mais importantes da história recente do Palmeiras. Se perder, o time cairá para a Série B - até mesmo com vitória há risco de queda, dependendo de outros resultados. E neste momento tão decisivo, em que experiência é algo fundamental, o técnico Gilson Kleina enfrenta uma enorme quantidade de desfalques.

Além de Fernandinho e Valdivia, que não jogam há tempos, o técnico não poderá contar com João Denoni, Wesley, Henrique (todos machucados) e Luan, suspenso. A lista de dúvidas é grande. Thiago Heleno, Leandro Amaro, Daniel Carvalho, Patrick Vieira, Betinho e Leandro serão reavaliados hoje, mas têm poucas chances de jogar.

Patrick Vieira participou do treino coletivo de ontem, mas saiu ainda na primeira parte da atividade reclamando de dores no tornozelo esquerdo. E ontem surgiu mais um problema. O volante Marcos Assunção tem sofrido com fortes dores no joelho direito e nesta semana a coisa se agravou, tanto que ele nem conseguiu treinar com o resto da equipe - as possibilidades de o veterano volante não jogar são grandes. "O Assunção se compromete demais com a instituição, mas é inegável que o desempenho dele não é mais o mesmo. Vamos ver amanhã (hoje) como ele vai estar, mas o joelho está inchado demais", disse Kleina, sem esconder o pessimismo.

Os problemas obrigaram Kleina a pensar em jogadores que estavam meio esquecidos, como Márcio Araújo, Artur, Mazinho e Tiago Real - eles podem aparecer como candidatos a salvador da pátria. A intenção do treinador é não mudar as características do time, embora isso seja praticamente impossível com tantos desfalques. Com a entrada de Mazinho e Tiago Real, por exemplo, a equipe ganha em velocidade e perde muito em marcação. "O Artur pode ajudar a dar consistência ao time. Me agradou bastante a movimentação dele", comentou o treinador.

Nervos no lugar. Com ou sem Marcos Assunção e Patrick Vieira, Kleina espera que o time consiga ter tranquilidade amanhã. A semana foi muito mais de trabalho como psicólogo do que como treinador. Várias foram as vezes em que Kleina chamou os jogadores para conversar e passar a eles palavras de confiança.

"Se tivermos 1% de chances de permanecer na Série A temos de nos agarrar nisso, porque é o que nos resta. Temos de jogar pela história do clube, pela nossa dignidade e pelo respeito para com os torcedores", discursou o treinador, usando palavras de quem está à beira do desespero.

Taticamente, não há muito o que inovar diante dos cariocas. A meta do técnico é conseguir fazer com que os jogadores se mantenham focados e não desistam de lutar, mesmo sabendo que a permanência na Série A é um objetivo distante.

O treinador sabe que é difícil, mas trabalha com a ideia de evitar que os jogadores saibam o resultado do jogo do Bahia contra a Ponte Preta, que será realizado na mesma hora. "Vamos focar nosso jogo."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.