Daniel Fonseca
Daniel Fonseca

Com três medalhas olímpicas, Emanuel é um exemplo para os mais jovens

Atleta de vôlei de praia já cogita disputar os Jogos do Rio, em 2016, por causa do filho caçula

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2013 | 02h08

SÃO PAULO - Com três medalhas olímpicas no currículo, uma de cada cor, Emanuel é um exemplo do sucesso brasileiro no vôlei de praia. Aos 40 anos, continua em plena atividade e já cogita a possibilidade de disputar os Jogos de 2016, até porque seu filho Lucas, de dois anos e meio, quer ter uma lembrança do pai em uma Olimpíada.

Estar na Olimpíada ajudou o vôlei de praia a se tornar popular?

EMANUEL - Acho que isso é essencial para o nosso esporte, que antes de 1996 aparecia apenas como esporte-exibição, não tinha um grande número de torneios e pouca exposição nos países europeus.

O que o vôlei de praia trouxe de benefícios para você?

EMANUEL - É um esporte de verão muito bem qualificado, que serve também para diversão e não precisa necessariamente ser em dupla. Ele teve uma difusão muito grande no Brasil, é gostoso, barato e quase ninguém se machuca.

Como é ser considerado um dos melhores jogadores da história?

EMANUEL - Acredito que já fiz muita coisa para o esporte. Eu tinha uma pessoa que era a imagem do sucesso, o Karch Kiraly, treinei muito para me aproximar do que ele fez, do estilo, da forma de conduta. Hoje estou muito satisfeito com minha condição, pois acredito que consegui dar uma credibilidade grande para o vôlei de praia. Muitas vezes as pessoas tinham uma visão um pouco deturpada do esporte, mas é preciso muita dedicação. Acho que é essa minha grande função como exemplo.

Quais são suas expectativas para os Jogos de 2016, no Rio?

EMANUEL - Primeiro, estou muito engajado no projeto da seleção brasileira, quero fazer com que ela dê certo. Estou motivado a dar forma e estrutura para isso, que é nosso futuro. Vai motivar os atletas sub-23 até sub-19. Eu tenho trabalhado muito com o fisiologista Paulo Figueiredo, ele tem trazido coisas novas para o meu treinamento, por causa da idade e do meu metabolismo. Por enquanto estou no auge na parte física.

A família é um estímulo para mais uma edição olímpica?

EMANUEL - Eu conversei muito com minha esposa Leila, ela é ex-jogadora e disse assim: "Enquanto você tiver vontade, vamos te apoiar. Você é uma pessoa que não aparenta ter 40 anos e tem capacidade de correr atrás dos sonhos". Nós também temos um filho de dois anos e meio, o Lucas, e ela falou: "Eu gostaria que ele acompanhasse o pai numa Olimpíada". Ou seja, tenho várias decisões profissionais para tomar.

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