Com vento fraco, brasileiros da vela se colocam em boa posição

O vento segue como grandeausente das provas de vela do Jogos Pan-Americanos do Rio. Daflotilha papa-medalhas que o Brasil montou para o Pan, sóBernardo Arndt e Bruno Oliveira (Hobie Cat 16) lideram acompetição, com quatro regatas concluídas. Ricardo Winicki, Bimba, está em terceiro na prancha à velamasculina e sente que seu momento chegou após vencer a últimaregata. Robert Scheidt, também em terceiro, acha que precisamelhorar mais as largadas para ser competitivo. Bernardo e Bruno estão sendo considerados pelosespecialistas como as melhores supresas do Brasil. Têm poucaexperiência nos barcos de Hobie Cat mas já venceram duasregatas das quatro disputadas até agora. Quem conhece o mar e o vento do Rio sabe que não há muitanovidade. Nesta época do ano, o vento acorda tarde e chega naMarina da Glória com preguiça. Os atletas estão acostumados aficar boiando entre peixes mortos e sacos plásticos esperandopelo vento. "A gente ficou conversando. Conversa geral. Mulher,futebol, casos de outros campeonatos, jogando conversa foramesmo", disse Bernardo Lowbeer, da classe Sunfish. "Valeu à pena esperar. O vento era fraco porém constante",disse Scheidt, enquanto um outro velejador passava pertodizendo que na raia dos Jogos Olímpicos de Pequim o vento éassim. Os entendidos de vela sabem que o vento fraco nivela porbaixo e portanto pode colocar um componente aleatório àsregatas. Scheidt segue sendo a grande estrela do campeonato, apesarde estar sentindo falta de um maior entrosamento com o barcoque o consagrou na classe Laser. "Eu não tive um bom começo de prova. Preciso melhorar minhalargada. Depois eu recuperei tempo, o que indica que estouveloz na água. O campeonato ainda está bem embolado. Só precisoganhar uma regata para começar a me achar", disse o octacampeãomundial da Laser mas que ultimante tem velejado na Star. Os brasileiros ainda confiam na chegada do vento, emboradigam que a frente está estacionada sobre a Baia de Guanabara.Até esta terça, os organizadores também estavam preocupados,embora discretamente, com a falta de vento. Um campeonato precisa no mínimo de quatro regatas para servalidado. Este risco porém o iatismo do Pan já não corre.Haverá vento suficiente para pelo menos garantir quatro regatasde cada classe. Algumas delas planejam ter até três regatas nomesmo dia para cumprir os compromissos com a tabela. Outra novidade esperada para o Pan do Rio é a chamada MedalRace, regata da medalha, que será disputada próximo à praia doFlamengo. A regata decisiva foi desenhada para ajudar nastransmissões de TV e garantir um clima de decisão até o finaldos campeonatos. A Medal Race é a última regata do campeonato e, além devaler o dobro de pontos das regatas normais, ela não pode serdescartada. Na vela os atletas podem descartar o seu piorresultado a cada cinco regatas.

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