Marcio Fernandes/ Estadão
Marcio Fernandes/ Estadão

Vitórias dão ao Brasil respeito no cenário internacional de surfe

País tem três surfistas disputando título mundial da modalidade

Paulo Favero, enviado especial ao Havaí, O Estado de S. Paulo

15 de dezembro de 2015 | 09h00

Se no ano passado, com o título mundial de surfe de Gabriel Medina, algumas pessoas ainda tinham dúvidas da competitividade dos atletas nacionais, esse ano qualquer desconfiança foi pelo ralo. O País tem três surfistas disputando o título em Pipeline e teve mais uma temporada fantástica no surfe profissional. Nesta terça-feira, com o possível retorno do Billabong Pipe Masters, eles poderão mostrar um pouco mais de seu talento nas ondas tubulares.

"Eu não diria que os estrangeiros estão assustados com essa força do Brasil, eu diria que têm grande respeito. O Brasil sempre foi considerada a nação de postulantes aos títulos mundiais, várias vezes ganhou em outras categorias, como no longboard, no QS (segunda divisão), no júnior, mas nunca tinha conseguido o tão sonhado título mundial. Com o título do Medina, isso agora é coisa do passado, e é uma realidade no Circuito", afirma Renato Hickel, um dos dirigentes da Liga Mundial de Surfe (WSL, da sigla em inglês).

Ele conta que a façanha de Medina ajudou a quebrar paradigmas no mundo do surfe. "O respeito aumentou consideravelmente em relação a esse fator de chegada do competidor brasileiro, que nunca aconteceu no passado, de realmente chegar e disputar o título mundial de igual para igual com os australianos, americanos e havaianos como nação surfística. Então acho que esse respeito aumentou e isso é saudável, principalmente esse ano", continua.

Adriano de Souza, o Mineirinho, está na briga pelo troféu de 2015. E ele entende como um salto competitivo. "Na verdade, o que está acontecendo é uma evolução. A evolução chegou, a gente está apanhando a tantos anos no Circuito, então está na hora de a gente bater. Está mais que certo. A gente merece também estar vivendo esse momento", afirma o atleta, que disputa o título com Filipe Toledo, Medina, Mick Fanning e Julian Wilson.

Mineirinho reconhece que os surfistas brasileiros abriram portas em anos anteriores e os frutos estão sendo colhidos agora. "Há muitas pessoas que vivem do surfe e sempre sonharam com isso, porque estamos batalhando, brigando pelo espaço a cada ano, e agora estamos com o campeão do mundo, o Gabriel, que novamente está disputando o título, o Filipe com 21 anos está despontando, não só a gente pode reconhecer esses três atletas como também tem mais cinco atletas que estão levando a nossa bandeira da mesma forma que a gente."

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