Começa a despedida de uma geração campeã no vôlei masculino

Primeira pedra no caminho da seleção brasileira é a Tunísia, neste domingo, às 18 horas

Paulo Favero - Enviado especial, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2012 | 03h02

LONDRES - A seleção brasileira masculina de vôlei inicia sua caminhada para o ouro olímpico vendo uma geração talentosa em sua última participação nos Jogos. Giba e Rodrigão, por exemplo, já avisaram que não pretendem estar no Rio, em 2016. E querem ter na edição britânica uma despedida em grande estilo. A primeira pedra no caminho é a Tunísia, hoje, às 18h. "A gente se preparou para ganhar a medalha de ouro", avisa Rodrigão.

Ele foi campeão olímpico em 2004 e conquistou a prata quatro anos depois. Agora, quer colocar mais uma conquista em sua galeria e fica até um pouco emotivo ao lembrar que vai deixar a seleção. "Estou procurando aproveitar ao máximo este último ano. Eu pretendo mesmo parar, estou muito feliz pelo que eu fiz nestes últimos 12 anos." Além do rival africano, o Brasil ainda vai encarar na primeira fase Rússia, Alemanha, Sérvia e Estados Unidos. Teoricamente, a estreia da seleção é contra o adversário mais fraco da chave. "Conhecemos pouco o time da Tunísia, mas o mais importante é que temos de impor nosso jogo para estrear bem. O objetivo é garantir a vaga nas quartas de final", afirma Rodrigão.

Ao contrário de outros anos, o Brasil chega à Olimpíada com um pouco de desconfiança da torcida, principalmente por causa da fraca atuação na Liga Mundial. Mas o levantador Bruninho garante que tudo isso serviu de aprendizado. "A derrota nesse torneio e as atuações abaixo da expectativa serviram de alerta. Então tivemos três semanas muito intensas de preparação e a gente tem de provar que somos uma seleção que merece respeito", diz o jogador.

Para tentar consertar os erros e fechar o grupo, a seleção trabalhou bastante no centro de treinamento em Saquarema, no Rio, e segundo os atletas, o período foi muito proveitoso para o time se unir. Muitos chegaram até a dizer que a equipe "voltou a sorrir" e que os erros nas partidas ficaram no passado. O ponteiro Dante, por exemplo, disse que "os treinamentos estão mais felizes."

Outro ponto importante é também a adaptação do levantador Ricardinho ao jeito de jogar da equipe. Ele teve muita dificuldade de trabalhar com os atacantes brasileiros na Liga Mundial e agora garante que está mais entrosado e com um melhor tempo de bola. Isso tudo enche os jogadores de otimismo para a disputa olímpica.

Até pelo histórico na competição, nunca se pode descartar o Brasil como um dos candidatos ao título. A expectativa é que a competição seja bastante equilibrada e muitas seleções aparecem com chance de brilhar. "Vejo cinco equipes que podem chegar à decisão: Brasil, Polônia, Itália, Estados Unidos e Rússia", conclui Bruninho.

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