Começa hoje o X Games, a olimpíada radical

De hoje a domingo muitas manobras serão feitas no Anhembi

Daniel Brito e Glenda Carqueijo, O Estadao de S.Paulo

25 de abril de 2008 | 00h00

O conceito de esporte é tão abrangente que tem espaço suficiente para reunir desde vôlei, natação, passando por futebol, basquete, até chegar em skate, ciclismo BMX e motociclismo em seu estado mais radical. Para a maioria das modalidades existe um evento gigantesco chamado Olimpíada. Para aquelas não convencionais foi criado, há 13 anos, nos EUA, o X Games.É exatamente a versão com maior dose de adrenalina que aterrissa hoje em São Paulo. A competição é uma etapa do Circuito Mundial, que também é realizado em Dubai, Xangai, México e Los Angeles, terra natal do X Games. A partir de 11h30 de hoje até 18 horas de domingo, 90 competidores do skate, BMX e moto exibem suas manobras em local inusitado. A Passarela do Samba, no Anhembi, recebeu toneladas de madeira para formar a pista para o skate e o BMX vertical, também chamado de half pipe (pista em forma de ''U'').Para dar um toque paulista ao evento, o pessoal da bike e do skate vai disputar a modalidade street em obstáculos construídos à imagem e semelhança daqueles vistos na Praça da Sé, Vale do Anhangabaú e Praça Roosevelt, berço de renomados skatistas da cidade e que viveu seu auge como point no início da década passada.Tudo bem que o X Games não tem a mesma magnitude de uma olimpíada, mas será assistido in loco por 40 mil pessoas, sendo oito mil turistas. Além disso, vai distribuir R$ 400 mil em premiação. Os próprios participantes assumem a condição de evento mais importante da temporada. ''Não tenho nenhuma dúvida em afirmar que é a nossa Olimpíada'', cravou o britânico Simon Tabron, do BMX. Ele acumula sete medalhas no X Games de Los Angeles. A competição é vista como a apoteose para os mais calejados, como Tabron, 34 anos, e para os novatos, como Derek Garland, 22. ''Não existe outro lugar com nível tão alto'', disse o estreante.Por falar em Olimpíada, Sandro Dias, o Mineirinho, astro local do skate, ao lado de Bob Burnquist, confessou que está ''meio zoado'' por causa do fuso horário. No último fim de semana ele foi campeão em Pequim. ''A cidade é muito louca. Mas o ar é marrom'', diz, referindo-se à péssima qualidade do ar da cidade chinesa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.