Comissão de arbitragem pede paciência

Sérgio Corrêa diz que críticas só devem ser por erros grotescos e garante que isso não houve

Bruno Lousada, O Estadao de S.Paulo

19 de maio de 2009 | 00h00

Um dia após alguns clubes reclamarem da arbitragem, até com prostesto do Grêmio na Fifa, o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf), Sérgio Corrêa, pediu paciência a todos. "A segunda rodada, assim como a primeira, foi boa, com algumas restrições em jogos da Série A. Pontualmente em um ou outro jogo ocorreu interpretação que destoou do que estamos acostumados. Mas, no geral, a arbitragem foi bem", disse. "Nós estamos num processo de renovação da arbitragem brasileira. Apitaram na segunda rodada seis árbitros antigos e quatro novos, que estão vindo bem e fizeram bons estaduais", explicou Corrêa. "Tivemos problemas com Wilson Seneme no jogo entre Atlético-MG e Grêmio, considerado o melhor árbitro de São Paulo, e com Wilton Sampaio, considerado o melhor de Brasília, no jogo São Paulo e Atlético-PR. O lance do gol do São Paulo (o segundo) é difícil para o assistente. Quantos centímetros (em impedimento)? Ele está ali para acertar, mas tem o grau de dificuldade da jogada. Na minha opinião, houve ainda pênalti a favor do Atlético-PR e impedimento no segundo gol do São Paulo, só que é difícil a marcação", justificou.O dirigente entende que a cobrança deve ser em lances mais claros. "Temos que cobrar lance grotesco. Isso sim é motivo de preocupação. Um lance de fácil acerto e o árbitro se equivoca. Na minha opinião, não houve lance grotesco. Houve interpretação diferente."Corrêa também comentou os erros de Seneme no jogo do Mineirão. "Na minha ótica, houve duas mãos na bola no jogo do Atlético e Grêmio. O árbitro está lá e entendeu diferente. O Wilson Seneme é um grande árbitro e tem de haver mais consideração por ele." O dirigente desmentiu ainda que Seneme será afastado pela Conaf.

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