Comissão técnica cai com o chefe

CBF demite auxiliares de Mano, mas alguns podem voltar com o novo treinador. Médicos são os que têm mais chances

LEONARDO MAIA, SÍLVIO BARSETTI, TIAGO ROGERO / RIO, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2012 | 02h04

Assim como ocorreu em 2010, quando a CBF demitiu Dunga e toda a sua equipe após o fiasco na Copa do Mundo da África do Sul, ontem foi desfeita a comissão técnica da seleção brasileira, de Mano Menezes e até a equipe médica, cujo chefe, José Luiz Runco, sempre gozou da confiança do ex-presidente Ricardo Teixeira. Mas é possível que, tal como da última vez, vários dos demitidos sejam recontratados com a efetivação do novo técnico, em janeiro, principalmente os médicos.

Runco contou que recebeu de jornalistas a notícia da demissão. "Ninguém (da CBF) me informou. Foi uma decisão da direção da CBF e temos de respeitar", disse o médico do Flamengo. "Já passei por essa situação em 2010, quando o Ricardo Teixeira demitiu toda a comissão técnica. Depois voltei para continuar o trabalho normalmente", completou Runco, que desde 1998 fazia parte da equipe médica da seleção.

Quem certamente não vai ser reaproveitado são os profissionais mais ligados a Mano Menezes: o auxiliar técnico Sidnei Lobo, o preparador físico Carlinhos Neves e o preparador de goleiros Francisco Cersósimo. Já massagistas e roupeiros devem ser reaproveitados. Também foi demitido o analista de desempenho Rafael Vieira.

O Estado apurou que o presidente da CBF, José Maria Marin, entrou em contato com o diretor de comunicação Rodrigo Paiva, desde 2001 na entidade, e garantiu a permanência dele e de sua equipe. Guilherme Ribeiro, que ocupa as funções de administrador e supervisor da comissão técnica da CBF, também ficará.

Muitas decisões, no entanto, só vão ser sacramentadas a partir da escolha do novo técnico, que pode fazer restrições a um ou outro nome dos que foram mantidos. Boa para Paiva e Runco, por exemplo, seria a contratação de Luiz Felipe Scolari, com quem trabalharam com muita afinidade em 2002, quando o Brasil conquistou o pentacampeonato mundial na Copa da Coreia do Sul e do Japão.

Ficou clara durante a passagem de Mano pela seleção a falta de uma figura forte de coordenador técnico, como foram Zagallo - em parceria com Parreira - na Copa de 1994 e Antônio Lopes - com Felipão -, em 2002. Até Jorginho entra nessa lista. Apesar de auxiliar técnico, ele atuou como braço direito de Dunga, dividindo desavenças, coletivas de imprensa e vitórias. Ao lado de Mano, faltou um nome de peso.

Agora ex-técnico da seleção brasileira feminina, Jorge Barcellos ficou sabendo pelo repórter do Estado, por telefone, que havia sido demitido. "O quê? Que comunicado? Não estou sabendo de nada." Ao anunciar a demissão de Mano, a CBF comunicou também que "o novo técnico da seleção feminina será o senhor Marcio Oliveira".

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