Larry W. Smith/EFE
Larry W. Smith/EFE

Comissário diz que NFL errou ao ignorar protestos dos jogadores contra o racismo

Em vídeo publicado nas redes sociais da entidade Roger Goodell pede desculpas e diz que quer ser parte da "tão necessária mudança nesse país"

Redação, Estadão Conteúdo

06 de junho de 2020 | 15h02

Depois de uma onda de protestos contra o racismo invadir ruas dos Estados Unidos e de vários outros países, o comissário da NFL, Roger Goodell, pediu desculpas e reconheceu que a liga errou ao não dar atenção às manifestações antirracistas por parte dos jogadores.

Em vídeo publicado no site oficial da NFL e nas redes sociais, Goodell fez uma espécie de mea-culpa e disse que ele e a liga apoiam a luta contra a discriminação racial e que quer ser parte da "tão necessária mudança nesse país". "Nós, a Liga Nacional de Futebol, reconhecemos que estávamos errados em não ouvir os jogadores da NFL mais cedo e incentivamos todos a falar e protestar pacificamente", disse o comissário.

"Acreditamos que vidas negras importam. Sem jogadores negros não existiria NFL e os protestos que acontecem agora são reflexos de anos de silêncio, falta de igualdade e opressão de jogadores, técnicos e staff negros", afirmou o dirigente. "Estamos ouvindo, e eu estarei procurando todos os jogadores que levantaram sua voz para que possamos criar uma família NFL melhor e mais unida", assegurou.

A morte do segurança George Floyd provocou uma onda de manifestações nos Estados Unidos contra a injustiça racial e a brutalidade policial, problemas para os quais Colin Kaepernick, ex-quarterback do San Francisco 49ers, chamou a atenção abertamente em 2016 ao ajoelhar-se no gramado durante a execução do hino norte-americano antes das partidas como forma de protesto.

A declaração do comissário ocorre na semana em que Patrick Mahomes e Russell Wilson, astros da NFL, pediram para que cesse a violência contra os negros, ecoando as vozes dos protestos contra o racismo. Além disso, Mahomes e vários outros jogadores se reuniram e divulgaram um vídeo exigindo ações da liga contra a desigualdade racial.

"Quantas vezes precisamos pedir a vocês (NFL) para ouvirem os jogadores? O que mais será necessário? Algum de nós precisa ser assassinado pela brutalidade policial? E se eu fosse George Floyd?", disse a mensagem, gravada por vários atletas, referindo-se a George Floyd, um homem negro morto por asfixiado pelo policial branco Derek Chauvin na cidade norte-americana de Minneapolis.

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