Comitê faz da abertura questão de honra

Apesar do impasse em relação ao financiamento da arena de Itaquera, paulistas ainda creem em receber jogo inaugural

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2011 | 00h00

A ameaça existe, mas São Paulo mantém a posição de não considerar a hipótese de perder a abertura da Copa do Mundo. Agora, é questão de honra. "É o nosso objetivo e vamos alcançá-lo. Não trabalho com o plano de fazer jogos pequenos"", disse ontem ao Estado o secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude, Jorge Pagura, também membro do comitê paulista.

Apesar de decepcionado com a oficialização da perda da Copa das Confederações, Pagura acredita que as chances do jogo inaugural em 2014 continuam significativas, mas reconhece que é preciso resolver logo o "impasse financeiro"" em torno da arena de Itaquera.

É uma opinião semelhante à do secretário especial de articulação para a Copa, Gilmar Tadeu Ribeiro Alves. "Não muda nada. A abertura sempre foi nosso foco principal.""

Disse, também, não temer que Brasília vença a disputa. Mas sua justificativa não foi convincente. "Brasília nem se candidatou à abertura"", alegou. Não é verdade, a capital brasileira sempre pleiteou oficialmente receber a abertura do Mundial. E a Fifa dá sinais de inclinação pela cidade.

Pagura não se surpreendeu com a escolha do Rio de Janeiro para sede do Centro Internacional de Transmissão (IBC). "Isso não considero uma derrota, pois a gente já sabia que o Rio seria escolhido. Na realidade, certo dia eu sobrevoei o Anhembi com o pessoal da Fifa e eles me deram essa pista, pois queriam conciliar com o fato de que o Rio também irá receber a Olimpíada de 2016"", revelou.

Depois de se ver preterida em duas de suas reivindicações, São Paulo pretende intensificar a briga pelas outras duas: além da abertura, quer receber o Congresso Técnico da Fifa, que ocorrerá dias antes. "Um evento está diretamente ligado ao outro"", afirmou Pagura.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.