Comitê Rio 2016 busca patrocínio na sede dos Jogos

Não há limite, mas equipe trabalha com a possibilidade de contar com dez patrocinadores de nível 1 para 2016

LONDRES, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2012 | 03h07

Por três semanas, a cúpula do Comitê Rio 2016 vai ter uma missão especial na capital inglesa: tentar fechar novos patrocínios para os Jogos no Brasil. Até agora, o pacote de empresas vips inclui Bradesco, Bradesco Seguros, Claro, Embratel e Nissan. Há várias outras categorias à espera de acordo. Não há limite para o número de parceiros tops, mas o comitê trabalha com a possibilidade de contar com dez patrocinadores de nível 1 para 2016.

Eles englobam categorias diferentes e ainda estão vagas várias cotas, como as de mineração, petróleo, alimentos embalados, cerveja, energia e serviços postais, por exemplo. O comitê espera voltar para o Rio após 12 de agosto com pelo menos mais dois patrocinadores garantidos - no mínimo, com essas negociações bem avançadas. Há uma equipe específica para trabalhar o tema em Londres, liderada pelo diretor geral do comitê, Leonardo Gryner.

A expectativa inicial dos organizadores da Olimpíada do Rio era alcançar em torno de R$ 700 milhões com patrocínios. Mas essa quantia já foi superada e estaria na casa de R$ 1,2 bilhão. Para os próximos meses, a previsão do comitê é bastante otimista. Em vários casos, as parcerias preveem uma extensão dos contratos até 2020. O objetivo do comitê é alargar ainda mais esse prazo com os novos patrocinadores: até os Jogos de 2024.

"A ideia é dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito. Lógico que essas prorrogações seriam com outros valores", disse ontem ao Estado o superintendente executivo do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinicius Freire.

Além dos pacotes mais especiais, há os de nível 2, caso da Ernest & Young (serviços jurídicos), e os de nível 3, fornecedores, que conta agora com o apoio da Nike. Pelo dossiê da candidatura Rio, avalizada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), os tops teriam de pagar US$ 30 milhões (cerca de R$ 60 milhões) para os organizadores dos Jogos. As empresas que comporiam o segundo grupo investiriam US$ 14 milhões (R$ 28 milhões). As demais teriam variações mais flexíveis. Todos esses valores, porém, já estariam defasados.

"Há uma percepção no mercado de que os Jogos de 2016 representam uma oportunidade única de crescimento não só para o Brasil, como para toda a América do Sul", disse Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio e do COB. Ele também espera que as empresas se sensibilizem com os Jogos Paraolímpicos do Rio. A Nissan já indicou que vai apoiar diretamente esse evento, para o qual prometeu ceder dois mil veículos, 270 dos quais adaptados para transportar cadeirantes. / SÍLVIO BARSETTI

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