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Como Jones, relembre casos de dependência química entre atletas

Além de ser um problema para a sociedade, as drogas já assolaram diversos astros nacionais e internacionais do esporte

O Estado de S. Paulo

07 de janeiro de 2015 | 11h14

Nesta terça-feira, Jon Jones deu uma notícia triste para o esporte mundial ao ser flagrado no exame antidoping pelo uso de cocaína. Imediatamente, o atleta foi internado em uma clínica de reabilitação, recebeu o apoio do chefe do UFC, Dana White, e terá o desafio de retomar sua carreira que, até então, é uma das mais vitoriosas da história do MMA. Infelizmente, o caso de Jones não é isolado. Outros astros de diversos esportes também já sofreram com a dependência química. Relembre alguns casos e o destino dos esportistas após o vício.

1. Jon Jones
Três dias depois de derrotar Daniel Cormier e manter o cinturão dos meio-pesados no UFC 182, Jon Jones teve resultado positivo em seu exame antidoping para benzoilecgonina, que é o principal metabólito da cocaína. O lutador já está internado em uma clínica de reabilitação. Uma nota oficial do UFC lamenta a situação do atleta, mas elogia a atitude de iniciar o tratamento: "Jon é um lutador forte, corajoso dentro do octógono e esperamos que ele leve esta coragem para lutar contra o seu problema com a mesma postura e dedicação".

2. Edinho

Filho de Pelé, o Rei do Futebol, Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, também teve problemas com drogas. Ele encerrou sua carreira como goleiro em 1999, com apenas 28 anos, por conta de uma lesão no joelho. Porém, em 2005, ele voltou às manchetes após ser condenado por envolvimento com o tráfico de drogas e chegou a ser preso. Na ocasião, Pelé assumiu a responsabilidade e disse ter sido um pai ausente. Atualmente, Edinho integra a comissão técnica do Santos como preparador de goleiros.

3. Diego Maradona

Nem um dos maiores ídolos da história do futebol escapou do vício em drogas. Diego Maradona é considerado divindade na Argentina e liderou a equipe que foi campeã do mundo em 1986. Sua dependência de cocaína começou na década de 80 e durou quase 20 anos. Ele foi flagrado no exame antidoping pela primeira vez em 1991, quando foi suspenso por 15 meses e deixou a equipe do Napoli. Hoje, ele garante que se livrou do vício, mas admite que as drogas atrapalharam vida no futebol. Com outras substâncias, seus exames antidoping deram positivo uma série de outras vezes na polêmica carreira.

4. Jardel

O atacante Jardel jogou em dez diferentes países da Europa e é ídolo em Porto, Sporting e Grêmio. No clube gaúcho, foi campeão e artilheiro da Libertadores em 1995, marcando 12 gols. Ao final de sua trajetória no futebol, porém, o atleta teve uma crise de depressão e também se afundou nas drogas. Isso o fez perder a forma física e entrar em queda livre na carreira. Ele jogou no futebol amador até 2014, quando foi eleito a deputado estadual pelo Rio Grande do Sul.

5. Jóbson

Destaque do Botafogo nas temporadas de 2009 e 2010, Jóbson já havia acertado bases salariais com o Cruzeiro para a temporada seguinte, quando explodiu seu escândalo com as drogas. Ele foi flagrado em exames de duas partidas do Campeonato Brasileiro de 2010 por uso de cocaína. Porém, o jogador negou e assumiu que a droga usada foi crack. Ele foi suspenso por seis meses do futebol. Após o episódio, o atleta ainda teve diversas chances de recuperar sua carreira no Botafogo, mas foi reincidente em casos de disciplina. Quando jogou no Al-Ittihad, da Arábia Saudita, Jóbson se recusou a fazer um exame antidoping, reacendeu os boatos sobre a dependência e retornou ao Botafogo, onde foi rebaixado para a Série B do Brasileirão em 2014.

6. Mike Tyson
Mike Tyson teve uma carreira vitoriosa no boxe profissional. Em sua biografia, porém, o ex-pugilista conta que consumiu cocaína antes de lutas importantes e usou um pênis falso para burlar o sistema antidoping com amostras 'limpas' de urina. 'Eu era um completo drogado', afirma Tyson no livro. Em 2000, ele foi flagrado com um teste positivo para maconha e culpou o 'caddy', ou seja, o carregador do 'pênis falso' pelo 'descuido'. Além das drogas, Tyson acumula uma série de outras polêmicas na carreira.

7. Michael

O atacante do Fluminense, à época com apenas 18 anos, foi suspenso por 16 meses do futebol após ter um bom início de carreira em 2013. Ele foi flagrado e também admitiu o uso de cocaína. Porém, o jovem seguiu em frente e conseguiu voltar a jogar. Na temporada 2014, ele atuou emprestado ao Criciúma e deve ser reintegrado ao elenco do Fluminense nesta temporada.

8. Walter Casagrande

Ex-jogador, comentarista e ídolo do Corinthians da década de 80, Walter Casagrande Júnior foi mais um a passar pelo problema. Por anos, ele conviveu com o uso de cocaína, álcool e até substâncias injetáveis. Em sua autobiografia, 'Casagrande e seus Demônios', ele faz declarações reveladoras, alegando ter passado por alucinações e por crises agudas de depressão e abstinência. Segundo ele, um acidente de carro em 2007 foi a 'gota d'água' para largar os vícios. Após isso, ele foi internado em uma clínica pelo filho mais velho e segue em recuperação.

9. Dinei

O polêmico atacante Dinei, identificado com o Corinthians, que atuou na equipe na década de 90, foi flagrado no antidoping em 1996 por uso de cocaína e passou um ano suspenso do futebol. Ele afirma que este episódio foi um 'divisor de águas' e que já não usa drogas há quase 20 anos. Ele admite que foi usuário desde os 14 anos. Fora dos padrões, ele retornou aos gramados em boa fase após a suspensão. Foi artilheiro do Campeonato Paulista pelo Guarani em 1997 e, no ano seguinte, viveu seu auge, sendo campeão brasileiro pelo Corinthians.

10. Renato Silva

O zagueiro Renato Silva, rodado por várias grandes equipes do Brasil (como Flamengo, Fluminense, Botafogo, São Paulo e Vasco), foi pego no antidoping em 2007, tendo resultado positivo para a substância THC (tetrahidrocanabinol), proveniente da maconha. Na época, ele era jogador do Fluminense e pegou suspensão de 120 dias, além de ter seu contrato rescindido. Porém, ele conseguiu reduzir sua pena pela metade com a doação de cestas básicas e se transferiu para o Botafogo, onde viveu boa fase. De 2011 a 2013, ele atuou pelo Vasco, foi rebaixado para a Série B do Brasileirão e afastado do elenco até junho, quando acertou com o Santa Cruz. Por conta de uma lesão, Renato Silva sequer atuou pelo time pernambucano e não teve seu contrato renovado.

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