Martin Meissner/AP
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Com nova data da Olimpíada, Mundial de Atletismo é adiado para 2022

Evento que acontece nos Estados Unidos foi alterado para ser disputado em 2022

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2020 | 11h24

Como era esperado e anunciado pela World Athletics, novo nome da IAAF (Associação Internacional de Federações de Atletismo, na sigla em inglês), a nova data dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, agora de 23 de julho a 8 de agosto de 2021, provocou o adiamento oficial do Mundial de Atletismo, que aconteceria entre 6 e 15 de agosto do ano que vem. Agora, a competição será disputada em 2022.

Em um anúncio divulgado em seu site oficial pouco tempo depois da confirmação do novo calendário da Olimpíada, a World Athletics confirmou que a sede do Mundial continuará sendo na cidade de Eugene, nos Estados Unidos. A localidade, no estado do Oregon, na costa oeste norte-americana, é a sede da fabricante de material esportivo Nike.

"Apoiamos as novas datas de 2021 para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 anunciadas hoje (segunda-feira) pelos organizadores japoneses e pelo COI. Isso dá aos nossos atletas o tempo necessário para voltar aos treinos e competições", afirmou a World Athletics, que disse ser flexível com relação ao seu cronograma de eventos.

"Todos precisam ser flexíveis e comprometidos. Para isso, agora estamos trabalhando com os organizadores do Mundial de Atletismo no Oregon em novas datas em 2022 para o Mundial de Atletismo. Também estamos discutindo com os organizadores dos Jogos da Commonwealth (Comunidade Britânica) e o Campeonato Europeu. Gostaríamos de agradecer ao Comitê Organizador do Oregon-21, às partes interessadas e aos nossos parceiros pela colaboração e vontade de explorar todas as opções", encerrou a World Athletics.

Decisão acertada   

Sebastian Coe, presidente da entidade, disse no domingo que a decisão de adiar os Jogos de Tóquio-2020 para 2021, devido à nova pandemia do novo coronavírus, alivia os atletas de sua "tempestade mental". "Não queríamos que os atletas estivessem na posição de ir contra as recomendações de seus governos e até enfrentar a lei", disse em uma entrevista à rádio britânica TalkSport sobre as medidas de confinamento e treinamento.

"E com certeza, em seu espírito, havia essa preocupação, não apenas devido ao seu programa de treinamento, eles corriam o risco de se infectar, de infectar suas famílias, seus filhos, de seus avós ou de seus pais, queríamos tirá-los da tempestade mental o mais rápido possível", afirmou o ex-presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Londres-2012.

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