Competição está avaliada em mais de R$ 3 bilhões

Distribuição de prêmios feita pela Uefa é duas vezes superior à da Copa do Mundo

JAMIL CHADE , CORRESPONDENTE / GENEBRA , O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2012 | 03h05

A Copa dos Campeões se transformou na competição mais rica do planeta, distribuindo mais que o dobro em prêmios do que a Copa do Mundo aos seus finalistas. Entre publicidade e direitos de tevê, o torneio está avaliado em US$ 1,5 bilhão (R$ 3,02 bilhões). Isso sem contar com o desfile de uma verdadeira fortuna em cada oportunidade que os times entrarem em campo.

Segundo um levantamento da revista de negócios e economia norte-americana Forbes, a Copa dos Campões distribuirá aos participantes das fases finais mais de US$ 77 milhões (R$ 155 milhões) em prêmios em compensações. O volume é mais de duas vezes superior aos prêmios dados na Copa do Mundo e o maior em todo o mundo dos esportes.

Os prêmios da Copa dos Campeões ainda são superiores ao do SuperBowl, nos Estados Unidos, ou do World Series, a badalada final do torneio de beisebol. "Em termos de qualidade, acreditamos que a Copa dos Campeões é a melhor demonstração de futebol que temos hoje no mundo", afirmou Andy Roxborough, diretor técnico da Uefa. "Isso tudo deve ser compensado financeiramente", disse.

Para a Uefa, o formato do torneio se transformou numa máquina de fazer dinheiro. Em menos de 20 anos, a renda da Copa dos Campeões se multiplicou por 20. Com o objetivo de convencer clubes a dar total prioridade ao torneio, a Uefa optou por distribuir de forma generosa a renda que obtém com os direitos de marketing e de tevê. Vencer ou pelo menos chegar às fases finais do torneio se transformou num objetivo financeiro para as equipes, já pensando em manter seus craques e ter recursos para pagar seus altos salários.

Quase um terço da renda dos clubes ingleses que participam da Copa dos Campeões vem do torneio. Já clubes médios e pequenos não escondem que a participação no torneio é também o bilhete para uma renovação de um estádio ou um salto na qualidade da equipe para a temporada seguinte.

A previsão neste ano é de que mais de US$ 1 bilhão (R$ 2 bilhões) serão distribuídos aos 32 clubes que começam a disputar o evento hoje. Só o Chelsea, atual campeão, ficou com 60 milhões (R$ 158,7 milhões) na temporada passada. Metade veio da divisão do dinheiro oferecido pelas tevês.

Mas apenas pela participação na Copa dos Campeões, cada clube leva para casa 7,2 milhões (R$ 19 milhões), isso sem ter de marcar um gol. Além disso, um bônus de 550 mil (R$ 1, 45 milhão) é pago a cada time pelos 90 minutos em campo. O vencedor de cada partida leva mais 800 mil (R$ 2,1 milhões). Pelo empate são 400 mil (R$ 1 milhão).

Todo mundo ganha. Até quem fica de fora ganha. Times que participam das eliminatórias para a Copa dos Campeões e não se classificam também são recompensados. Os eliminados e que nem sequer entram na fase de grupos da competição ficam com 200 mil (R$ 529 mil) por jogo. Além disso, cada um dos 20 times na fase preliminar volta para casa com 2,1 milhões (R$ 5,5 milhões) no bolso.

Além dos prêmios, a estimativa é que o torneio movimente no total US$ 1,5 bilhão (R$ 3,02 bilhões) em renda comercial e de vendas de direitos de tevê. No ano passado, o valor havia chegado a US$ 1,2 bilhão (R$ 2,4 bilhões). Neste ano, deve ficar cerca de 20% mais lucrativo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.