Complexo Maracanã diz desconhecer decisão de Cabral

Demolição do parque aquático Júlio Delamare estava prevista no contrato de concessão

AE, Agência Estado

29 de julho de 2013 | 18h17

RIO - O anúncio do governador do Rio, Sérgio Cabral, descartando a demolição do Parque Aquático Júlio Delamare parece ter surpreendido o Complexo Maracanã, concessionária responsável pela administração do estádio e dos arredores. Na tarde desta segunda-feira, a empresa se manifestou através de nota oficial e disse desconhecer a decisão de Cabral.

"O Complexo Maracanã Entretenimento S/A informa que ainda não foi notificado oficialmente sobre a não derrubada do Parque Aquático Júlio Delamare. A concessionária só irá se pronunciar após receber o comunicado oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro", comentou.

A demolição do parque aquático Júlio Delamare estava prevista no contrato de concessão assinado entre o governo e o Complexo Maracanã, grupo que venceu licitação para administrar o estádio pelos próximos 35 anos. No entanto, nesta segunda, Sérgio Cabral surpreendeu e anunciou em sua página no Twitter que mudou de ideia após ter "ouvido muitas manifestações em defesa da permanência do parque aquático no complexo do Maracanã".

Segundo o governador, a decisão foi informada ao presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes Filho, que havia feito duras críticas a Cabral por conta da demolição anteriormente prevista. "Coaracy me disse que o governo com isso estaria atendendo à natação brasileira. Diante disso, o Júlio Delamare está mantido", escreveu.

Além do Júlio Delamare, o contrato prevê também a demolição do estádio de atletismo Célio de Barros, sobre o qual Cabral também prometeu repensar. Ele revelou ter marcado para quarta-feira uma conversa com o presidente da Federação de Atletismo do Rio, Carlos Alberto Lancetta. "Disse a ele que desejo encontrar a melhor solução para o atletismo do Rio."

O Célio de Barros faz parte do complexo esportivo do Maracanã e já começou a ser demolido. A pista de atletismo, por exemplo, já não existe mais. Na reforma do Maracanã (que chegou na semana passada a quase R$ 1,2 bilhão gastos por meio de recursos públicos), o Célio de Barros foi usado como canteiro de obras.

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