Comunicação no barco preocupa Torben

A principal preocupação do comandante Torben Grael é melhorar a comunicação a bordo do veleiro Brasil 1, principalmente quando os ventos são fortes e nem sempre quem está na proa ouve as ordens de quem está na popa. Afinal, o barco brasileiro embarca na próxima segunda-feira para a perigosa segunda perna da Volvo Ocean Race, a regata de volta ao mundo."Precisamos diminuir a gritaria a bordo, reduzir a comunicação desnecessária, especialmente contra o vento. Nos mares do Sul, com ventos fortes e onde é grande a preocupação com a segurança - uma queda de um tripulante na água pode ser fatal -, a informação tem dechegar corretamente a todos", explicou Torben. A diretriz foi passada à tripulação do Brasil 1 nesta terça-feira, no balanço feito com o grupo após a regata local de segunda, na Cidade do Cabo, África do Sul. O barco brasileiro terminou em quarto lugar, na prova vencida pelo holandês ABN Amro 1, mas manteve a vice-liderança na classificação geral da Volvo Ocean Race.No próximo dia 2, os barcos largam para a segunda perna da regata de volta ao mundo, com percurso de 11.100 quilômetros, entre Cidade do Cabo e Melbourne, na Austrália - deve durar cerca de 15 dias. Os participantes da prova vão passar pelos perigosos mares do Sul. E o Brasil 1 está sendo preparado para as possíveis dificuldades que enfrentará - a costura das velas foi reforçada, a pintura da quilha será refeita e os tripulantes estão descansando bastante.Nesta terça-feira, apesar da preocupação com a comunicação, o comandante Torben Grael e sua tripulação ainda comemoravam o fato de o veleiro ter se mostrado resistente, deixando regata in-port de segunda, que teve rajadas de ventos de mais de 40 nós (cerca de 65 km/h), sem quebras graves. "O barco foi projetado para enfrentar ventos fortes, mas em longas distâncias, onde se anda mais em linha reta e as manobras são menos constantes", explicou Ricardo Ermel, que atua na equipe de terra do Brasil 1.

Agencia Estado,

27 de dezembro de 2005 | 15h59

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