Marcos de Paula/AE
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Conca, o maestro, vai ser eleito o melhor do ano

Responsável por conduzir o Flu em campo, meia é o favorito ao prêmio de craque do campeonato nesta noite, no Rio

Bruno Lousada, Sílvio Barsetti, Leonardo Maia / RIO, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2010 | 00h00

RIO - Quando se aposentar e relembrar cada passo de sua carreira, o meia Conca sempre vai se orgulhar e talvez se emocionar ao recordar o dia 5 de dezembro de 2010. Ali, o baixinho argentino bom de bola entrou definitivamente para a história do Fluminense. Como um maestro, comandou o time na conquista do Campeonato Brasileiro depois de 26 anos com o grito de campeão entalado na garganta. Ontem, Conca e todos os tricolores gritaram que são os vencedores do campeonato mais disputado do País.

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Hoje à noite, Conca vai ser eleito na festa de premiação do Brasileiro, no Teatro Municipal, no centro do Rio, o melhor jogador da competição. Mas isso para ele é o de menos. "O mais importante é ver o Fluminense campeão", disse o apoiador, único atleta de linha a disputar todas as 38 rodadas.

Quase no fim da decisão de ontem, Conca sentiu câimbras, foi atendido pelos médicos do clube no gramado, ouviu a torcida entoar seu nome e voltou ao jogo. Após o apito final, foi celebrado por todos no Engenhão como o herói da conquista. "Olê, olé, olá Conca, Conca", cantavam os eufóricos tricolores.

A devoção a Conca veio antes mesmo de a bola rolar. Atrás de uma das balizas, uma faixa com as cores da argentina, pendurada na arquibancada, trazia a inscrição: "Conca, orgulho tricolor". "Dedico esse título para essa torcida maravilhosa e melhor do mundo", afirmou o tímido argentino. Artilheiro do time no Brasileiro, com 9 gols - Washington tem 10, mas dois foram pelo São Paulo -, Conca foi a alma de uma equipe guerreira, como diz a torcida.

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