Satiro Sodré / SS Press / CBDA
Treino da Selecao Brasileira de Nado Artístico no Parque Aquático Maria Lenk Satiro Sodré / SS Press / CBDA

Confederação ainda aguarda renovação de patrocínio com os Correios

Apesar de anúncio de que a estatal será parceira pelos próximos dois anos, contrato ainda não foi celebrado

Luis Filipe Santos e Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2019 | 04h33

A CBDA tem uma longa relação de patrocínio com os Correios, desde quando era presidida por Coaracy Nunes, que deixou o comando em março de 2017 e pouco depois foi preso pela investigação na operação Águas Claras, contra esquema de desvios de recursos públicos repassados à entidade - o dirigente responde o processo em liberdade.

A estatal foi uma grande parceira da CBDA nos últimos anos e o contrato anterior, que rendia R$ 5,7 milhões por ano, terminou em fevereiro. Apesar de as partes terem anunciado uma renovação para os próximos dois anos, o acordo ainda não foi efetivado, o que atrapalha o cotidiano da confederação.

"O contrato com a CBDA ainda não foi finalizado, pois ainda está em processo avaliativo. Somente após essa etapa, um novo contrato poderá ser celebrado. Os valores e prazos para o novo contrato ainda não foram definidos e dependerão da finalização do contrato anterior", explicou os Correios, em nota enviada ao Estado.

A CBDA enviou na semana passada a última documentação que faltava e espera um desfecho positivo em breve. "Como todo contrato com empresa pública, há um período de renegociação, de prestação de contas do contrato anterior. Leva-se um tempo. Lógico que gostaríamos que esse tempo fosse menor, mas acreditamos, pelas conversas com os Correios, que esse contrato será renovado, o que dá um respiro, mas não resolve todos os problemas”, explicou Leonardo Castro, diretor executivo da CBDA.

No momento, a CBDA tem poucos recursos disponíveis para tocar o dia a dia. “Temos o valor destinado da Lei Agnelo-Piva, que hoje o COB nos auxilia na execução desse recurso, porque hoje a CBDA está negativada junto ao COB, devido a uma série de questões antigas. Mas isso não inviabiliza receber os recursos dos Correios”, contou.

Os valores que serão pagos pelos próximos dois anos pelos Correios ainda não foram divulgados, mas a tendência é que sejam menores que o contrato anterior. “A gente vive de um contrato com a Globosat, o que nos dá nossa sustentação mensal, mas que não cobre os custos que temos hoje. A quantidade de pessoas vem sendo reduzida gradativamente. Os próprios recursos dentro da entidade, parte de estrutura, internet, telefonia, isso tudo eu estou revendo”, resumiu o diretor.

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