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Confederação Brasileira de Futsal rebate críticas de Falcão

Entidade, em nota, afirmou que tinha o dever de vir a público esclarecer os fatos

O Estado de S. Paulo

28 de março de 2014 | 13h37

SÃO PAULO - A Confederação Brasileira de Futsal rebateu nesta sexta-feira as críticas feitas pelo jogador Falcão. Na última semana, o ala de 36 anos afirmou que a "administração atual é triste, pífia e deprimente". Em nota assinada pelo presidente Aécio de Borba Vasconcelos, a CBFS disse que tinha o dever de vir a público esclarecer os fatos.

No texto, que é dividido em nove tópicos, a entidade ressalta que não pretende polemizar com o atletas, mas ressalta que Falcão participou de dois dos sete títulos mundiais conquistados pela seleção brasileira. "Além dele, muitos outros atletas, aqui não nominados para não se cometer injustas omissões, foram igualmente importantes e marcantes nas conquistas de outros cinco (5) títulos mundiais (1982, 1985, 1989, 1992 e 1996), gerações essas que não contaram com o talento do craque Falcão", disse.

Na tentativa de defender a gestão atual, a CBFS afirmou que o futsal do País não andou 20 anos para trás, como afirmou o jogador. "Nenhum dos 209 países filiados à Fifa obteve, nem por sonho, como o Brasil, o láureo de heptacampeão masculino (em 10 títulos disputados), nem de tetracampeão mundial feminino (em 4 títulos disputados", afirmou.

A nota ainda ressalta que a modalidade conta com 27 competições nacionais de seleções e de clubes, nas categorias sub-15, sub-17, sub-20 e adulto. Em relação ao prêmios, a confederação disse que os valores "foram pagos de acordo com a capacidade financeira da CBFS." Para a entidade, a prioridade das empresas pela Copa 2014 e pelos Jogos 2016 tem dificultado a busca por novos patrocínios.

Por fim, o texto nega que tenha virado uma ditadura. "O atleta demonstra que ainda não tomou conhecimento de alteração estatutária aprovada pela unanimidade da Assembleia Geral", ressalta.

Ao criticar a CBFS, Falcão, para muitos o melhor jogador de futsal de todos os tempos, afirmou que não jogará mais pela seleção brasileira. Além disso, prometeu que boa parte dos jogadores que disputaram os dois últimos Mundiais anunciarão também a mesma atitude. O problema de Falcão  é principalmente com o diretor de seleções, Edson Nogueira, que assumiu o cargo em janeiro do ano passado.

Nogueira é responsável pela demissão do supervisor Reinaldo Simões e do massoterapeuta Maurício Leandro. Em solidariedade, o técnico Marcos Sorato, o Pipoca, decidiu pedir demissão após ser campeão mundial. Toda a comissão técnica acabou modificada.

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