Yves Herman/Reuters
Yves Herman/Reuters

Confederação de Judô exalta recorde, mas vê deficiência

Brasil encerra sua participação no Mundial de Judô com cinco medalhas: duas de prata e três de bronze

WILSON BALDINI JR., Agência Estado

27 de agosto de 2011 | 12h17

PARIS - Sem pódios neste sábado, no último dia de disputas individuais do Mundial de Judô, o Brasil encerra a sua competição em Paris com cinco medalhas: Rafaela Silva (57kg) e Leandro Cunha (66kg) foram prata, e Sarah Menezes (48kg), Mayra Aguiar (78kg) e Leandro Guilheiro (81kg) ficaram com a medalha de bronze.

O desempenho, em total de pódios, é o melhor da história do Brasil na competição. Apesar da falta de um ouro, o resultado final foi comemorado pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ). "Atingimos a meta de conquistar o maior número de medalhas e tínhamos possibilidade concreta de ganhar pelo menos um ouro. Esses cinco pódios mostram que estamos no caminho certo". afirma o presidente Paulo Wanderley Teixeira.

Por conta do desempenho ruim neste sábado, quando nenhum brasileiro chegou à disputa por medalhas, o mandatário da CBJ estuda um projeto voltado às categorias de maior peso. "Vamos avaliar os detalhes desse Mundial e priorizar as nossas deficiências. Pelo que já falei com a comissão técnica, devemos montar uma base para treinamento dos pesos pesados na Europa", revelou.

O técnico da seleção masculina, Luiz Shinohara, elogiou o desempenho de seu time. "Do ligeiro ao pesado temos uma equipe com real chance de medalhas. A campanha da equipe masculina foi boa, mas sei que podíamos ter ido ainda melhor", comentou.

Técnica do feminino, Rosicleia Campos exaltou a estrutura oferecida ao judô brasileiro. "Atletas talentosos nós sempre tivemos, mas agora temos também estrutura. E é esse investimento que faz a diferença. Criamos mecanismos para elas (judocas) chegarem onde estão. As três medalhas são fruto de muito trabalho", disse a treinadora.

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