Confissão de Jones faz bem ao esporte, diz presidente do COI

Rogge também propõe exclusão de atleta de Olimpíada por histórico de doping, mesmo com pena de 6 meses

15 de outubro de 2007 | 14h59

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, comemorou a confissão de doping da ex-atleta norte-americana, Marion Jones, numa entrevista ao jornal francês Le Monde, em sua edição desta segunda-feira.   "É uma coisa boa toda vez que é pego um atleta que se dopa, mesmo que isto seja frustrante. Como amante do esporte, isso me machuca, mas como um líder, o que aconteceu é algo muito bom", disse Rogge.   Com a confissão de Jones, Rogge acredita que as cinco medalhas conquistadas pela norte-americana, nas Olimpíadas de Sydney 2000, serão distribuídas às concorrentes, inclusive a grega Katerina Thanou, nos 100 m rasos. A atleta também é suspeita de doping.   Já sobre a medalha de ouro nos 4x100m e 4x400m rasos, Rogge acredita que a IAAF tem condições de julgar se todas as atletas norte-americanas devem perder as medalhas ou se apenas Marion Jones. "A IAAF deve julgar corretamente se isto é apenas um problema individual ou se o doping teve efeito no resultado final das provas dos 4x100m e 4x400 m."    Ainda em sua entrevista, o presidente do COI reiterou a vontade de fazer com que atletas, banidos por seis meses por causa de doping, também sejam excluídos da Olimpíada subseqüente. A nova regra começaria a vigorar nos Jogos de Inverno de 2010, em Vancouver, no Canadá.

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