Confronto para a França ''virar a página da Copa''

Os jogadores da França advertem: contra o Brasil não existe amistoso. Os donos da casa trataram de jogar o favoritismo para a equipe dirigida por Mano Menezes, mas, por outro lado, afirmaram apostar em vitória hoje à noite, diante de seu "freguês", para consolidar sua recuperação e dar ânimo ao time, que caiu na primeira fase da Copa do Mundo da África do Sul. "Não há amistoso contra o Brasil", afirmou Sagna, um dos novos líderes do elenco. "O espírito de reconquista está em nossas mentes. O Brasil conta com grandes jogadores, mas não tememos nada e temos ótimas memórias contra eles."

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2011 | 00h00

Assim como o Brasil, a França também busca formar sua nova seleção e passa por fase de renovação. Antigos craques já se aposentaram. As esperanças ainda precisam provar que darão conta do recado. O técnico Laurent Blanc admite que uma vitória "ajudará muito a França a virar a página da Copa do Mundo".

"O Brasil tem algo a mais que nós", disse. "O jogo não vale três pontos, nem é o mais importante que já comandei, mas pode nos ajudar a reconquistar o público francês, justamente contra seleção de prestígio e que nos traz muitos boas lembranças."

Blanc assumiu o time após o desastre da Copa. A França marcou apenas um ponto, os jogadores fizeram greve em pleno Mundial e a equipe deixou a competição ainda na primeira fase. A ordem, após o Mundial, foi a de promover uma renovação.

Para hoje, Blanc repetiu o padrão das últimas convocações, alternando atletas experientes, como Abidal, Benzema e Malouda, com a nova geração - 15 dos 23 chamados têm menos de 25 anos. Sua estratégia em parte vem funcionando. Desde que assumiu, pôs a França na liderança da chave nas Eliminatórias para a Euro 2012. Ainda assim, os resultados não convenceram. A França perdeu em casa para a Bielo-Rússia e venceu Bósnia, Romênia e Luxemburgo. Seu grande resultado foi o triunfo por 2 a 1 sobre a Inglaterra, fora, no fim de 2010. Mas a França aposta no jogo com o Brasil como trampolim para dar confiança ao time.

Nem tudo, porém, é tranquilidade. A Federação Francesa de Futebol quer usar o clássico de hoje como divisor de águas. E os cartolas exigem que os jogadores devolvam o dinheiro que receberam pela participação na Copa. Seis ainda não devolveram, entre eles Ribéry, Evra e Anelka.

Em campo, a transição também é alvo de dúvidas. Nasri e Ribéry estão fora por contusão. A principal esperança de substituir Zidane como líder, Gourcuff, há meses não apresenta um bom futebol. Blanc decidiu protegê-lo. Quem ganha a segunda oportunidade é o jovem Menez, craque precoce e que também não decolou na seleção.

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