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Conheça a delegação brasileira na Paralimpíada de Londres

País leva 182 atletas à Inglaterra para a competição que começa nesta quarta-feira, 29

estadão.com.br,

28 de agosto de 2012 | 14h33

SÃO PAULO - A Paralimpíada começa nesta quarta-feira, 29 de agosto, em Londres. O Brasil marca presença em peso com uma delegação de 319 pessoas, 182 atletas - 115 homens e 67 mulheres - e grandes chances de medalha. Participam dos Jogos esportistas com deficiências físicas e intelectuais em modalidades adaptadas, como o Voleibol Sentado e a Esgrima em Cadeira de Rodas. Na última edição do evento, em Pequim 2008, o Brasil levou 188 atletas e trouxe para casa 47 medalhas, 16 delas de ouro, 14 de prata e 17 de bronze, e ficou em nono lugar no quadro geral, de acordo com o Comitê Paralímpico Brasileiro.

 

ATLETISMO

 

O Brasil é uma das potências mundiais do atletismo paralímpico e tem grandes chances de repetir os bons resultados obtidos em Pequim 2008. Na China, foram quinze medalhas conquistadas. Mais de mil atletas do mundo todo disputam as provas, entre eles, 37 são brasileiros: 26 homens e 11 mulheres, além dos atletas-guias das disputas para deficientes visuais.

 

DESTAQUES

Lucas Prado

 

O mato-grossense de 25 anos é o detentor dos recordes mundiais dos 100 e 200 metros rasos na categoria . Além dessas provas, disputará os 400m e o revezamento 4x100m, acompanhado dos atletas-guias Justino Barbosa dos Santos e Laércio Alves Martins.

 

Terezinha Guilhermina

 

Recordista mundial nos 100, 200 e 400 metros, a velocista de Esmeraldas, Minas Gerais, começou a correr em 2000, após ganhar seu primeiro par de tênis. É acompanhada pelo atleta-guia Guilherme Soares Santana.

 

BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS

 

O basquete brasileiro será representado pela equipe feminina da modalidade adaptada para cadeirantes. A equipe é composta por 12 atletas. A meta é, pelo menos, repetir a colocação geral de Pequim 2008, em que a seleção ficou em oitavo lugar.

 

BOCHA

Esta será a segunda Paralimpíada do Brasil na bocha e o País já é um dos favoritos a medalhas, depois de ter conquistado o primeiro lugar na classificação geral do esporte, com dois ouros e um bronze. Sete atletas querem repetir o feito de Pequim 2008.

 

DESTAQUES

Eliseu dos Santos

 

O paranaense de Telêmaco Borba chega como um dos favoritos a Londres. O atleta de 35 anos quer repetir o ótimo resultado em Pequim 2008. Ele sofre de paralisia nos membros inferiores.

 

Dirceu Pinto

 

O atleta nascido em Francisco Morato, na Grande São Paulo, começou a praticar a bocha em 2002, quando se adaptava à vida de cadeirante, por causa da evolução de uma doença degenerativa. Hoje aos 31 anos, disputa sua segunda Paralimpíada.

 

CICLISMO

 

 

Dois fortes candidatos a ouro representarão o Brasil no Ciclismo em Londres. João Schwindt, de Brasília, levou três medalhas nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, no ano passado, e o catarinense Soelito Bohr, conquistou quatro no México, além de ficar na 4.ª colocação geral nos Jogos de Pequim 2008.

 

ESGRIMA EM CADEIRA DE RODAS

 

O País leva somente um atleta da modalidade para Londres. Jovane Guissone será o primeiro homem a representar o Brasil no esporte em Paralimpíada. O atleta do Rio Grande do Sul começou a praticar a esgrima em 2008 e foi o primeiro brasileiro a conquistar medalha em uma competição internacional, tendo como título mais recente a prata na Copa do Mundo de Marchal 2012.

 

FUTEBOL DE 5

 

Campeão das duas últimas Paralimpíadas, o time do Futebol de 5 masculino volta com força aos Jogos e é o grande favorito ao ouro na modalidade. Com as mesmas regras do futsal, o esporte é disputado por deficientes visuais, com exceção dos goleiros. Como no futebol tradicional, o Brasil enfrenta como maiores rivais Argentina e Espanha, além da China.

 

FUTEBOL DE 7

 

A seleção masculina brasileira do Futebol de 7 leva doze jogadores a Londres em busca de medalha na Paralimpíada, depois de ter conquistado o quarto lugar em Pequim. A modalidade difere em muito do Futebol de 5, disputado por cegos. Participam da competição somente atletas com paralisia cerebral, sequelas de traumatismos e acidentes vasculares cerebrais, que comprometem principalmente a capacidade motora.

 

GOALBALL 

As seleções feminina e masculina vão brigar por medalha em Londres no esporte, praticado exclusivamente por deficientes visuais. Três jogadores entram em campo com o objetivo de marcar gols. A bola é jogada junto ao chão pela equipe de ataque, enquanto os defensores tentam impedir a pontuação. As equipes contam ainda com três suplentes. A meta do Brasil é ficar entre os cinco primeiros.

 

HALTEROFILISMO

 

Três homens e duas mulheres participarão das disputas no esporte. Assim como na modalidade convencional, os atletas são categorizados por peso corporal. A meta do Brasil é ficar entre os dez primeiros no masculino e entre os seis melhores colocados no feminino.

 

HIPISMO

 

O Brasil conta com um time de veteranos na competição com cavalos da Paralimpíada. Serão quatro atletas brigando por 11 medalhas em diversas categorias do Adestramento Paraquestre. O Brasil manteve-se no topo do ranking mundial no esporte em 2011.

 

DESTAQUE

Marcos Alves

Conhecido como Joca, Marcos Alves, de 50 anos, começou a montar aos 10 anos e foi num acidente enquanto cavalgava que ficou paraplégico. Londres será sua terceira Paralimpíada.

 

JUDÔ

 

O País chega em Londres como favorito no judô, esporte que trouxe cinco medalhas para o Brasil em Pequim 2008. Dez atletas brigarão por medalhas, em uma equipe quase completa: o limite de vagas por nacionalidade é de seis homens e cinco mulheres. A meta é ficar entre os três primeiros na classificação geral.

 

DESTAQUES

Antônio Tenório

 

O atleta de 31 anos conheceu o judô aos 8 , quando ainda não tinha deficiência visual. O judoca de Ribeirão Preto ganhou ouro em Pequim e tem grande chance de medalha em Londres.

 

Daniele Bernardes

 

Nascida em São Caetano do Sul, Daniele, deficiente visual desde os dois anos, pratica o judô desde criança. Disputa sua terceira Paralimpíada e quer seu primeiro ouro nos Jogos.

 

NATAÇÃO

Potência no esporte, o Brasil chega para assustar os adversários, com 20 atletas. O País teve um ótimo resultado em Pequim 2008, com oito ouros, sete pratas e quatro bronzes. Abrangente, há modalidades na natação adaptadas para vários tipos de deficiências, físicas e intelectuais.

 

DESTAQUES

Clodoaldo Silva

Um dos maiores medalhistas brasileiros, Clodoaldo Silva faz sua despedida da natação profissional nos Jogos de Londres. Nasceu em Natal, em 1979, e pratica o esporte desde 1996.

Daniel Dias

 

Aos 24 anos, Daniel ostenta nove medalhas paralímpicas em uma única participação. O atleta nasceu com uma formação congênita nos membros e foi motivado a entrar na natação depois de assistir às performances de Clodoaldo Silva em Atenas 2004. Ele será o porta-bandeira do Brasil em Londres.

 

Edênia Garcia

 

Tricampeã nos 50m costas, a cearense de Crato, busca o ouro na modalidade em Londres. A atleta de 25 anos nasceu com uma doença progressiva que prejudica a mobilidade dos membros e compete desde 2001.

 

REMO

 

O Brasil luta para ficar entre os cinco primeiros lugares em Londres com oito atletas na disputa do remo. São quatro medalhas no páreo, uma feminina, uma masculina e duas mistas, na segunda edição dos Jogos em que o esporte é competitivo. Em Pequim 2008, o Brasil conquistou uma medalha de bronze no Skif feminino.

 

Cláudia Cícero

 

A remadora briga por medalha na classe Skiff do remo em Londres. Revelação no esporte, começou em 2007 e em poucos meses conquistou um campeonato mundial.

 

TÊNIS DE MESA

 

Serão 14 os representantes do Brasil no tênis de mesa. Divididos entre as categorias para jogadores em cadeira de rodas, que podem ficar em pé e com deficiência intelectual, o time tem cinco mulheres e nove homens, em jogos individuais, por duplas ou por equipes. O esporte é esperança de medalha pra o Brasil na Paralimpíada.

 

DESTAQUE

Iranildo Espíndola

O atleta é um dos veteranos da delegação brasileira em Londres. Chegou a ser jogador de futebol profissional, antes de ficar tetraplégico em um acidente no mar. O goiano foi ouro em Guadalajara no individual e por equipes.

 

TÊNIS EM CADEIRA DE RODAS

Quatro homens e uma mulher participarão das competições do Tênis em Cadeira de Rodas em Londres. A equipe masculina é a maior da história do Brasil na competição. A dupla Rafael Medeiros e Daniel Rodrigues fazem sua estreia em Paralimpíadas, enquanto Maurício Pomme e Carlos Santos, o Jordan, disputam os Jogos pela terceira vez seguida.

 

DESTAQUE

A pernambucana Natália Mayara, de 18 anos, será a primeira brasileira a competir na modalidade na história da Paralimpíada. Ela ocupa a 27ª colocação no ranking mundial.

 

TIRO ESPORTIVO

 

Carlos Garletti, de Santa Catarina, compete pelo Tiro Esportivo em sua segunda Paralimpíada. O atleta é o maior nome brasileiro na modalidade, ostentando todos os títulos nacionais desde 2004 e recordes mundiais nas provas que disputará em Londres.

 

VELA

 

Dois atletas representarão o País na Vela, que passou a integrar a competição apenas na edição de Sydney. Será a segunda Paralimpíada com brasileiros na modalidade. Bruno Neves, ex-goleiro do São Paulo e da seleção brasileira Sub-20 de futebol, começou a praticar o esporte em 2008, dois anos depois de sofrer um acidente de carro que o deixou tetraplégico. Ele competirá na classe TPA da Skud 18, em dupla com Elaine Cunha, de 30 anos, que conheceu a vela adaptada após perder o movimento das pernas em um acidente de carro há cinco anos.

 

VOLEIBOL SENTADO

 

A equipe feminina do Brasil participa pela primeira vez do maior evento para atletas de alto rendimento com deficiência. Serão 11 atletas disputando medalha. A meta do Comitê Paralímpico Brasileiro é ficar entre os seis primeiros colocados na modalidade. O time masculino compete em sua segunda Paralimpíada e quer subir duas posições com relação a Pequim 2008, em que terminou a disputa em sexto.

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